You are currently browsing the category archive for the ‘Poesias’ category.

Ao olhar-se no espelho,

A Lua se emocionou.

 

Estava tão linda vestida de si,

Que mal conseguia enxergar o próprio reflexo

Que tanto reluzia.

 

Reflexo de felicidade, de alegria!

 

Por um eterno segundo, ainda diante do espelho,

Lembrou-se do sol.

Aquele, que um dia fizera tão cintilantes as suas tardes.

E que depois a deixava sempre com a desculpa de se pôr.

 

Mas esta lembrança logo passou, assim como uma nuvem carregada.

 

Então, depois que se rendeu aos encantos e gentilezas,

Que amou e se vestiu da noite,

Ela brilha muito mais.

 

Hoje, diante do espelho,

Vestida de si, e de noite,

Admira-se cintilando o céu azul-escuro

Que encontrou no amor.

 

 

 

 

>> Resposta ao poema: “Tarde Cintilante”.

Anúncios

Rinietzsche

 .

Olhos vermelhos e mareados.
A respiração, trancada por pingos não pigmentados.
O céu, ardido de estrelas,
Um oco, um deserto.
O tronco sem ar,
E no ouvido, areias a implicar.

De repente
Tudo se tornara uniforme.
Absolutamente tudo.

Nos olhos, a areia
Na respiração, o deserto
O céu sem respiração.
O tronco mareado,
No oco, a vermelhidão.

E o ouvido era oco.
E no ouvido, havia eco.
E o eco era em vão.

E o vão era o céu,
O céu procurava as estrelas,
As estrelas estavam trancadas,
E a tranca não abria…

E a tranca não abria…
E a tranca não…
E a tranca…
E a tranc…
E a…
E…

E…

ATCHIIIIMMM!!!

Quem sofre de rinite, precisa filosofar pra não enlouquecer!

A Lua chega,
O Sol acalma.

Um se veste do outro,
Com as mais cintilantes vestes.
Vestes compatíveis!

E assim permanecem…
Deleitados e reluzentes.

Então a Noite chega,
Tomando a Lua dos braços do Sol

Mas ela não quer pertencer à Noite.
E sim, à claridade do Dia.

A julgar a incompatibilidade com a sua natureza,
Segue caminhando ao lado da Noite,
Que a faz brilhar todos os dias
À seu modo.

Mas pobre Lua…
Impedida de se viver,
E de viver o Sol em si,

Fica sempre à espera
De mais uma tarde cintilante.

Sempre!

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


GALERIA NAGULHA

novembro 2017
D S T Q Q S S
« jan    
 1234
567891011
12131415161718
19202122232425
2627282930  

Tem gente!

Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

Twitter

“PRATRÁSMENTE…”

ARQUIVOS

Folheie!

  • 29,800 Folheadas




"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

DOE-SE

Alegria!



Vida!