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” As vezes eu sinto que não pertenço a lugar nenhum.

As vezes, acho que isto é falta de serotonina no cérebro, ou apenas uma falta absurda de chocolate no organismo…

As vezes tenho medo e vontade de chorar… e na maioria das vezes acho que isto é infantilidade.

As vezes eu escrevo; as vezes escuto o silêncio. As vezes eu atuo; as vezes eu desenho.

As vezes finjo ser eu mesma, as vezes não. – As vezes prefiro ser outro alguém…

E ainda bem que essas coisas, acontecem só as vezes.

Mas nestas vezes,definitivamente sinto que não pertenço a este mundo! FATO! ”

 

 

 

VAI ENTENDER….

 

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Ao olhar-se no espelho,

A Lua se emocionou.

 

Estava tão linda vestida de si,

Que mal conseguia enxergar o próprio reflexo

Que tanto reluzia.

 

Reflexo de felicidade, de alegria!

 

Por um eterno segundo, ainda diante do espelho,

Lembrou-se do sol.

Aquele, que um dia fizera tão cintilantes as suas tardes.

E que depois a deixava sempre com a desculpa de se pôr.

 

Mas esta lembrança logo passou, assim como uma nuvem carregada.

 

Então, depois que se rendeu aos encantos e gentilezas,

Que amou e se vestiu da noite,

Ela brilha muito mais.

 

Hoje, diante do espelho,

Vestida de si, e de noite,

Admira-se cintilando o céu azul-escuro

Que encontrou no amor.

 

 

 

 

>> Resposta ao poema: “Tarde Cintilante”.

 

Ah, o Tico e o Teco falam demais sabe?
Reclamam demais, gesticulam demais, contam novidades até demais…
Pra eles, é tudo demais, tudo de mais, tudo mais e mais!

Relembram a infância, a doce e, ou amarga juventude, os passos do passado.
Conversam demais, se empolgam, se depreciam, brigam, se alegram, se apaixonam demais.
Relembram até do que aconteceu há cinco minutos atrás…

O Tico e o Teco, falam de suas alegrias, tristezas, das desavenças, pazes, dos casos e acasos, as conquitas, os foras, os amores possíveis, os (im)possíveis e também pensam apenas nas possibilidades, nas diferenças, indiferenças e reticências…

Escrevem sobre seus futuros… de como serão daqui a vinte, trinta, cinquenta anos!
Estarão casados? Bem empregados? Com filhos? Solteitos? Carecas ou cabeludos?
O que vocês acham?
Vamos, junte-se e pense com eles!!

Também escrevem sobre seus medos e sobre mais amores; afinal, para esses rapazes, falar de amor nunca é de mais, é sempre demais!!

Escrevem, descrevem, reescrevem, riscam, desenham, rabiscam em suas folhas de rascunhos imaginários…
Pensam, sonham, indagam, falam, gritam e principalmente vivem…
Vivem o passado, o presente, o outrora…
Assim como faço eu agora.

QUE DROGA!

Tudo por causa desse Tico… ,  desse Teco…
Esses caras me tiram o sono!

 

AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

 

...

Mais de cem palavras foram escritas.
Nenhuma delas serviu.
Foram apagadas.

Algumas até concordavam com o que eu queria dizer, mas ainda sim, de alguma maneira, não se achavam em ordem.

Recomecei.
Anotei algo aqui, outro alí…
Novamente apaguei.

Reescrevi com caneta para ver se as palavras se aquietavam permanentes como a tinta.
Mas de nada adiantou.
Depois de meia dúzia de palavras, o borrão azul da caneta, passou furiosamente por cima delas em movimentos circulares.

Acho que não sei ou não tenho o que dizer… ou ainda, acho que estava tentando escrever sobre algo que nem eu sei o que é, e se nem mesmo existe.

Só sei que agora, estou aqui novamente com um pouco mais de cem palavras, que formaram um texto que diz literalmente e com clareza, o que é a: FALTA DE IMAGINAÇÃO!!!

.

.

Nota:  139 palavras.

. 

Mudanças entre tantas andanças.

Anda, anda, procura…
Anda a pé, no ônibus, de metrô,
E se preciso for, anda até à lua.

Anda e procura, procura e anda…
Vê, acha que gosta; desanda.

Anda mais, mais e mais
E anda, e cansa, e se esgota, e se esvai,
E acha, e entra e gosta e sai.

Negócio feito!

E de repente, o que era uma sala, tornou-se apenas
Um tradicional espaço quadrilátero.
E o que era uma cozinha, virou eco.
E do eco, ouve-se as garfadas, risadas, e as louças alí quebradas.
E a parede verde, quis se roxear,
E o quintal sumiu num estalar.

De repente o piar do pássaro, calou.
O  andar pesado da tartaruga, parou.
O latido dos cães… cessou.

As prateleiras se esvaziaram,
As roupas se encaixotaram,
As lembranças retornaram,
Os sentimentos embalhararam.

E o dia está perto.
O de repente está chegando.
De repente estamos…
… Mud.ando.

.

.

.

Queridos…
Conforme leram acima, não voltarei aqui tão cedo.
Retorno só ano que vem (ahhaha)…

Por isso, desejo que o natal e ano novo de vocês sejam de uma paz e alegria incomensuráveis…
Que esses dias e todos os outros de 2008 que vem por aí, sejam abençoadíssimos e cheios da presença de Deus!

GRAND BAISER!
See ya!

 

Rinietzsche

 .

Olhos vermelhos e mareados.
A respiração, trancada por pingos não pigmentados.
O céu, ardido de estrelas,
Um oco, um deserto.
O tronco sem ar,
E no ouvido, areias a implicar.

De repente
Tudo se tornara uniforme.
Absolutamente tudo.

Nos olhos, a areia
Na respiração, o deserto
O céu sem respiração.
O tronco mareado,
No oco, a vermelhidão.

E o ouvido era oco.
E no ouvido, havia eco.
E o eco era em vão.

E o vão era o céu,
O céu procurava as estrelas,
As estrelas estavam trancadas,
E a tranca não abria…

E a tranca não abria…
E a tranca não…
E a tranca…
E a tranc…
E a…
E…

E…

ATCHIIIIMMM!!!

Quem sofre de rinite, precisa filosofar pra não enlouquecer!

A Lua chega,
O Sol acalma.

Um se veste do outro,
Com as mais cintilantes vestes.
Vestes compatíveis!

E assim permanecem…
Deleitados e reluzentes.

Então a Noite chega,
Tomando a Lua dos braços do Sol

Mas ela não quer pertencer à Noite.
E sim, à claridade do Dia.

A julgar a incompatibilidade com a sua natureza,
Segue caminhando ao lado da Noite,
Que a faz brilhar todos os dias
À seu modo.

Mas pobre Lua…
Impedida de se viver,
E de viver o Sol em si,

Fica sempre à espera
De mais uma tarde cintilante.

Sempre!

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


GALERIA NAGULHA

novembro 2017
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Tem gente!

Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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