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“Olha vovó… o meu relógio tem CORNÔMETRO!!!!”

hahahahhahha…

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Garota Mack Color!

Natália, cinco anos;
Foi passar a tarde na casa da tia Miki.

Tia Miki a convida para passear e tomar sorvete.
Natália aceita.
Cinco minutos depois do convite, dentro do carro:

– Tia Miki, coloca o cinto e dirige bem devagarzinho tá?
– Tá bom Nati, mas por quê essa preocupação toda com a tia?
– É que a minha mãe diiisse, que seeee eu tiver sem cinto, e o carro bater, eu viro um adesiiivo!

{ Textinho baseado em fatos reais, ditos em sala de aula {pra variar, rs}…}

Fonte: Natália Miki

– Alô, Marli?

– Oi?!

– Oooi minha querida… é a Bete, tudo bem?

– Faala Betinha! Tudo bem sim, e contigo?

– Jóia!

– Ah que bom…

– É… então, tô ligando pra convidar você, o Maurício e a Bibi pra minha festa de trintona, e se prepara porque vou colocar uma mesa só de doces, muuuito chocolate, muito açúcar, tudo muito engordiet hein..

– Opa… aí siim hein Betinha! Eu e a Bibi vamos com certeza… só não sei se vai dar pro Maurício ir, tadinho.

– Ué… Por quê?

– Por causa das diabetes..

– Ele tá com diabete é?

– Aham… descobriu na semana retrasada.

– Poxa, que pena…mas fica de pé um convite…fala que se ele for, eu compro uns doces diets só pra ele tá?

– Ok querida…pode deixar.

– Então tá…aguardo vocês. Beijão!

– Beijo, tchau!

 

Tu tu tu tu tu tu tu tu…

 

 

Ali no cantinho da sala, estava Bibi, com seus quatro anos, rabiscando com giz-de-cera um sol azul com nuvens amarelas… ela se levanta e dirige-se até a mãe.

 

– Mamãe, olha meu desenho… tá bonito?

– Tá liiindo filha! Parabéns!

– Obrigada!

– De nada amor!

 

 

– Mamãe… as diabetes são as dançarinas do diabo?

Mar aberto,
Tempestade tenebrosa,
E um casal lutando pra sobreviver…

.
– Lauraa, meu amor, cadê você? LAURAAAAA…
– Aqui meu amor! Estou tão assustada!
– Não fique assustada querida, se segure em mim!

.

Porém, uma onda violenta os separou novamente…
E cinco minutos depois…

.

– LEONARDOOO!! LEONAAAARRDOOOOOOOOO!!!!
– Laura querida…aguente firme…já estou indo…

.

Leonardo nadava corajosamente contra a corrente para ir de encontro com sua amada, quando se deparou com algo realmente extraordinário, e exclamou:

.

– OH! UMA ILHA!!

.

Com muita bravura, o rapaz nadava cada vez mais, e suas forças já pareciam esgotá-lo, mas finalmente conseguiu!

Laura estava apoiada em uma bóia branca com grandes listras vermelhas que achara na luta contra sua própria vida, enquanto seu amado havia conseguido pisar na ilha em que cabiam somente ele, ela e o coqueiro.
Sendo assim, agarrou seu braço no coqueiro, inclinou todo seu corpo, e estendeu a mão para sua amada…

.

– Vamos Laura, segure minha mão querida!
– Não posso Leonardo… estou muito longe…
– Faça uma força meu amor! Nade mais um pouco…
– Tá…vou tentar…

– Isso querida, iiisso, muito bom meu amor, continue… isso querida, vem…olhe pra mim, sem medo, iisso…vem, vem, mais um pouco meu amor…isso…agora só mais um pouquinho, isso…PRONTO! Agora me dê a sua mão…

.

Laura se encheu de coragem, e estendeu a mão para o seu amado que a colocou novamente em terra firme e disse-lhe emocionada:

.

– Oh! Você salvou a minha vida Leonardo! Meu amor! Meu herói!!
– Oooooooohhh… eu te amo minha querida Laura! Ia esperar pra te perguntar, mas depois de tudo isso, vou perguntar agora…

.

E tirou de seu bolso, um anel de pedras vermelhas e preciosas e disse à sua amada:

.

– Laura, quer se casar comigo?
– Oh! Não sei nem o que dizer… é claro que sim!

.

E se beijaram!

.

.

E FIM!!

.

.

.
Não…
Não é peça de teatro, nem novela e muito menos um livro de romance.
São apenas, Laura e Leonardo;
Duas crianças de seis anos de idade, brincando no pátio da escola enquanto aguardavam a professora chegar.

.

Ps: O anel de diamante são aqueles que vem de “surpresa” nos salgadinhos.

Há mais ou menos uns dezesseis anos atrás, quando a Sueli (com seus dezesseis anos), veio trabalhar aqui em casa:

.

– E  aí Su… tá gostando da escola?
– Tô sim Líu. (Ela me chama assim até hoje).
– Em que série você tá?
– Na primeira.
– Ah que legal…já sabe ler tudo?
– Não Líu, tudo não, mas hoje aprendi a soletrar…
– Isso é mó legal…qual palavra você soletrou?
– Só duas. Foi bolacha e biscoito.
–  Aaaahhh…soletra uma pr’eu ver?
– Tá… “xô vê” se eu lembro…

– Bolacha é “BEÔ – LÊÁ – CHÊÁ”!!
-hummmmm (risadas internas)…e biscoito Su, como é que é?
– Biscoito é “BÊÍS – QUÊOI – TEÔ”!!!!

.

Nessas horas eu já não estava mais me aguentando, e soltei a gargalhada mais profunda e sincera que alguém já ouviu…
Mas relevem,

Eu tinha apenas oito anos…não foi por maldade, juro!
Só achei engraçado…

Estava voltando da casa de não sei quem, com um baita sorriso no rosto, toda boba-alegre.
Aí, no meio do caminho, encontrei um coral de gatos e cachorros super afinados que cantavam: “É devagar, devagarinho”, do Martinho da Vila… e quem regia este coral era um rato gordão de imensos bigodes.
Achei curioso, diferente… tive vontade ficar e apreciar a música, mas tinha que ir embora… e fui!

Andei um pouco mais, e alguém me chamou…
Era um pincel sujo da cor violeta…
Todo cheio de si, queria uma sincera opinião sobre sua obra de arte.
Quando me mostrou, quase não acreditei… ele pintava um arco-íris!
Sem pedir permissão ao senhor pomposo, eu escorreguei em seu arco-íris, e enquanto descia, vi coisas que não estamos acostumados em ver em nosso cotidiano, como por exemplo: Sorvetes com cobertura neon, um sol de óculos escuros, políticos trabalhando justa, sincera e árduamente, uma flor peruíssima de biquíni e notas musicais bailarinas.
Era tudo muito lindo!
Mas ao chegar no final do arco-íris, o amargo gosto da frustração tomou conta de mim, pois não encontrei o baú de tesouros, nem aquele monte de doces e muito menos o pote de ouro que estamos tão acostumados a ouvir pelas lendas da vida.
Ao invés toda esta porção de coisas boas, encontrei uma rua escura… e como não conseguia subir no arco-íris de volta, comecei a andar por ela.

De repente uma música dessas de filmes de bang-bang, de guitarras muito chorosas e gaitas resmungonas, que tocam no momento em que o bandido adentra ao local onde o mocinho se encontra, anunciando que a hora do duelo está há um segundo de acontecer, começa a tocar…
Mas ao virar para trás, ao invés de encontrar um cowboy, encontro um palito de fósforo com uma jaqueta de couro preta, óculos escuros, e de cabelo moicano, no maior estilo “bad boy” de ser…
Detalhe: Seu cabelo estava em chamas!

Ele me disse:

-Vem cá!

Eu respondi:

– Eu não! Tá doido? O que é que você quer?
– Eu quero te beijar!
– Você é um tarado?
– Nããooo…eu só quero te beijar!

– Mas aí você vai me queimar…
– Eu não ligo… vem aqui.
– Nããoo…sai de perto de miiiimmmm!!!!

E aí começou a fuga…
Era uma rua reta, longa, estreita e sem saída. Quando cheguei em seu final, o malvado palito me pegou de jeito e disse:

– Um beijo e nada mais, meu bem!!

Foi quando ele me colocou em pose de beijo de cinema e foi se aproximando.
E eu desesperada, chorava e gritava:

– Me laargaa…você vai me queimar…. SOCOOOROOOOOOOO!!!!

Ele se aproximava mais, e eu me assustava mais,
Ele dizia que não era nada demais, e eu achava que aquilo já era de mais,
Seu cabelo acendia cada vez mais,  a luz era forte demais!
Já não suportava mais…

– NÃÃÃÃÃÃÃÕOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!

… E na hora que gritei, acordei!

Nota: Este sonho eu tive quando tinha dez anos de idade.

Certa vez, à caminho da igreja, encontro Márcia e Julinha, que estavam indo pra lá também.
Márcia é uma ex-colega de trabalho, e hoje, uma amiga querida.
Primeiramente, nos comprimentamos apenas com olhares. Não daria para fazer melhor do que isso, devido às nossas posições de sardinhas enlatadas.
Ao sair do ônibus:

– Oi Má.
– Oi Líí… tudo bem mulher?
– Tudo em paz, graças à Deus, e com vocês?
– Tudo jóia!
– Que bom… oi Jú!
– Oi tia… ô tia Lídia, sabia que tem outra Lídia lá na escola?
– Ah é Jú? Que legal! Ela é sua amiga, ou é professora?
– Ah não prô… essa moça que a Jú tá falando, a sua xará, não é professora não. É a moça nova da limpeza… tá em experiência com a Núbia.
– Ahn, entendi… ih Jú, eu saí do colégio, mas você não escapou de outra Lídia… não teve jeito né?
– Hahahha… é…

– Ué… mas tia, ela não tem o seu rosto não!!

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


GALERIA NAGULHA

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Tem gente!

Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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“PRATRÁSMENTE…”

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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