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” Você que inventou a tristeza, ora por favor, tenha a fineza de desinventar”

{  Chico Buarque  }

“Olha vovó… o meu relógio tem CORNÔMETRO!!!!”

hahahahhahha…

Sabe aqueles dias, em que a gente acorda se sentindo esquisito, com uma dorzinha no peito, vontade de chorar sem motivo, e a sensação de que os anos estão passando, e nos acusando de que estamos nos tornando cada vez mais inúteis a cada dia útil que eles nos concedem?

E que por causa desses dias, dessas acusações e das dores, você se tranca em si, não sorri mais e fica um pé no saco de tão chato?

Aquela sensação angustiante…

Sabe?

 

Então…

Dirce estava num desses dias quando entrou no rotineiro
ônibus, emburrada, e com o rosto lavado por águas que não sabia como e porque haviam escorrido de si.

Após uns dez minutos de percurso, um senhor sentou-se ao seu lado.

 

– Creio que este, não seja o melhor momento da senhorita. – Disse ele repentinamente.

 

Dirce olhou para aquele senhor de mãos trêmulas apoiadas por uma bengala, meio assustada, mas preservou o silêncio.

Como se adivinhasse que Dirce queria conversar sem colocar em uso as suas cordas vocais, começou a falar lúcida e desenfreadamente…

 

– Sabe menina, quando eu era moleque, de subir em árvore, de jogar futebol e figurinha na rua, aquele era o meu melhor momento.

Quando eu tirei o meu primeiro dez na escola em matemática, aquele foi meu melhor momento.

Quando fiquei moço, e que tive as minhas primeiras namoradinhas, aquele foi o meu melhor momento.

Meu casamento… ah, meu casamento foi lindo! Se a senhorita existisse naquela época, eu a convidaria.

E quando eu tive meus dois filhos e minha menininha então… Samuel, Isaque e Clarissa…

– Foi o seu melhor momento? – esboçou Dirce num meio sorriso perdido.

O velho gargalhou e respondeu: – Mas que voz bonita a senhorita tem! Qual é a sua graça?

– Dirce.

– Muito prazer Dirce, meu nome é Cícero.

– Prazer.

– Então, minha querida…tudo o que eu vivi, foi o meu meu melhor momento sempre! Agora eu estou aqui conversando contigo e este, é o meu melhor momento.

E quando eu chegar em casa, vou dar um abraço bem apertado na minha Clara, vou jantar com ela e dormir abraçadinho. E quando os meus filhos e meus netos vierem almoçar conosco no domingo, e quando eu sair para jogar dominó na praça amanhã de manhã…tudo será o meu melhor momento!

Hoje, você não está no seu melhor momento Dirce, mas se esforce para fazer das próximas horas, minutos e segundos, o melhor dos melhores momentos da sua vida.

 

Um breve silêncio pairou no ar.

 

– Bom filha, agora eu tenho que descer; vou de encontro ao meu próximo momento. Que seja o melhor!! Até mais!

– Até, e obrigada.

– Disponha!

 

Dirce desceu três pontos depois de Seu Cícero, decidida a fazer o que ele lhe indicara.

E a cada dia que ela se pega apenas no pensamento de entristecer-se, se lembra daquele velhinho simpático, daquela história, daquele dia como o seu melhor momento;

Sempre!

.

Um pouco de comédia vai….

.

Certa vez, minha mãe pediu para que eu fosse ao açougue comprar carne moída.
Chegando lá, fiz o pedido e esperei.
Enquanto aguardava, outras pessoas faziam seus devidos pedidos.
E este tinha que estar bem ao meu lado…TINHA!!!

– Pois não?…
– Oi moço, boa tarde, mê vê um quilo de alcântara, por favor…
– Como?
– Um quilo de alcântara.
– Ãhn?
– Eu quero um quilo de AL-CÂÂN-TAA-RAAA, por favor…

E o rapaz:

– Ah sim… um quilo de ALCAAATRA! Pois não, só um momento…

Risada nada interna, porém contida; daquelas, que vira-se para o lado, ri por cinco segundos, e volta ao normal com a cara mais lavada e séria do mundo, como se nada tivesse escutado.

Tô falando…essas coisas só acontecem com quem tem riso frouxo.
Eu não consigo me conter…

.

.
Queridos, queridas…
Agradeço imensuravelmente a todos que sempre passam aqui…vocês são muito especiais viu?!!!
E aproveito a deixa para pedir desculpas pelo sumiço… promento que vou tentar deixar o blogue atualizado…

KISSUSS!

=)

Indo para o trabalho ontem, dentro de um ônibus cheio de calor humano, uma pessoa do sexo feminino, resolve contar todos os dias de fevereiro.

.

– Nossa, dia 6 já…

Eu, de óculos escuros e fone no ouvido, fingi que nada ouvi.

– Os dias passam tão rápidos… NÉ?!!  –  Disse pra mim, com o “NÉ” e sombrancelhas enfatizadas… olhei sem-graça respondendo…

– Pois é…
– Cê vê minina! O carnaval lá na Bahia, começou antes da farra, no dia 29, 30 e 31. Aí, emendou com o dia 1-sexta, 2-sábado, 3-domingo, 4-segunda, 5-terça, e hoje quarta-6… rápido né?
– É sim
.
– Pior é o povo indo trabalhar depois de 12:00… você trabalha?
– Aham…
– Entra que horas?

– 13:15
– Ah, eu entro às 13:00.
– Hum…

.

.
… Breve silêncio …
… Breve MESMO …

.

.

– Pior é que quando vemos, o mês já acabou né…
– É… passa rapidão… NÉ!  (Este “NÉ” cínico, foi o meu erro, reparem…)
– Vixe minina, e como! Só pra você ver… hoje é dia 6-quarta, trabalhamos mais dois dias… 7-quinta, 8-sexta… só é ruim pra quem trabalha de sábado…você trabalha?
– As vezes.

– Vai trabalhar neste, dia 9?
– Aham.
– Que pena! Aí depois vem domingo dia 10, segunda-11, terça-12, quarta-13, e quinta-14 que é aniversário da minha filha, que faz junto com a minha irmã… mas a festa da minha filha vai ser amanhã dia 15 e da minha irma no dia 16-sábado… –  Depois vem 17-domingo e 18 e 19, que é segunda e terça, e quarta que já é dia 20… e já estamos no meio do mês… pode?
– É, pode né…

– E na quarta que vem já é dia 27 e sexta, dia 29..e acaba o mês…Passa rápido né…
– Huum…
– E março vai passar rapidinho também de tanta coisa que eu tenho pra fazer, que nem os salgados do aniversário do meu afilh…..

– Moça, desculpa interromper… eu adoraria ficar aqui conversando e saber sua programação pra março, mas infelizmente eu tenho que descer já…
– Ah, mas já? Ia te chamar pro aniversário da minha filha, dia 15 agora…
– Ah, que pena.. – Disse descendo já do ônibus… – Mas fica pra próxima, ok?
– Tudo bem…

De repente a bonita coloca a cabeça pra fora do ônibus e grita:

– E o seu, quando é?
– O meu o quê?
– Seu aniversário…
– Só em novembro…
– Ah, tá longe!

GRAÇAS A DEUS – pensei logo…

Imagina se ela resolvesse contar todos os dias dos meses que se passam até chegar em novembro??

E a vontade de rir, onde coloco?
E a vontade de mandar ela brincar esconde-esconde, contando até 100 enquanto os outros se escondem… eu, no caso, fugindo?
Onde coloco hein? hein?

.

Essas coisas só acontecem comigo mesmo…rs
¬¬

Há mais ou menos uns dezesseis anos atrás, quando a Sueli (com seus dezesseis anos), veio trabalhar aqui em casa:

.

– E  aí Su… tá gostando da escola?
– Tô sim Líu. (Ela me chama assim até hoje).
– Em que série você tá?
– Na primeira.
– Ah que legal…já sabe ler tudo?
– Não Líu, tudo não, mas hoje aprendi a soletrar…
– Isso é mó legal…qual palavra você soletrou?
– Só duas. Foi bolacha e biscoito.
–  Aaaahhh…soletra uma pr’eu ver?
– Tá… “xô vê” se eu lembro…

– Bolacha é “BEÔ – LÊÁ – CHÊÁ”!!
-hummmmm (risadas internas)…e biscoito Su, como é que é?
– Biscoito é “BÊÍS – QUÊOI – TEÔ”!!!!

.

Nessas horas eu já não estava mais me aguentando, e soltei a gargalhada mais profunda e sincera que alguém já ouviu…
Mas relevem,

Eu tinha apenas oito anos…não foi por maldade, juro!
Só achei engraçado…

Certas pessoas merecem ganhar um troféu giganmeeenso pelas coisas que dizem…

Sábado fui ao aniversário de uma amiga, dessas do tipo irmã…
Conversando com sua mãe sobre vários assuntos, surgiu o tema: aniversário.
Sabem como é né… idade chegando, o desespero também…
De repente Raílda lembra do que lhe aconteceu em seu trabalho uma vez…

Ela foi contratada por uma dessas empresas onde geralmente só se trabalham com jovens… e ela é a única pessoa de “quase-idade” que trabalha lá, o que significa: É MUITO BOA no que faz!

Um dia, as “mocinhas” resolveram provocá-la, e começaram a conversar aleatoreamente coisas do gênero:

– Ai, sabe o que éééé… ontem eu tava vendo uma matéria em que se dizia que as empresas hoje em dia só pegam gente nova pra trabalhar, sabe…
– AÉÉÉÉ?? MAS POR QUÊ?
– É que velho só dá trabalho, só traz problema.

Lógico que pelo tom cínico e irônico, Raílda percebeu que o tema central da conversa era ela.
Então, simulou uma sorriso de leve como se estivesse pensando: “Senhor, onde eu fui me meter?! Olha o que eu tenho que aguentar!!”  E num tom nada cínico, nem irônico, porém muito superior disse àquelas meninas de corpos belíssimos e cérebro flácido:

– Meniinas, meninas, um dia vocês ficarão velhas também!
– É como meu pai costumava dizer…

– Quem não quer ficar velho, tem que morrer cedo”

O silêncio reinou na sala.

Clap, clap, clap, clap, clap!
A simplicidade da frase é demais!
Parabéns pra Raíldinha e por seu pai também!

Imaginem vocês a cara das meninas? háhá..
Se fosse comigo, não ia conseguir encarar a Raílda nos olhos normalmente, até eu pedir desculpas.

Diz aí…
Merece ou não um troféu hein?!
🙂

Em uma tal empresa onde um conhecido meu trabalha, aconteceu a seguinte situação:
 

– Uma tal empresa, Misael, Bom dia!
– EU QUERO FALAR COM A JAQUELINE.
– Bom dia, vamos começar de novo?
– … Uma tal empresa, Misael, Bom diia!
– EU QUERO FALAR COM A JAQUELINE.
– Hum…seguinte, vamos começar pelo princípio novamente…

E disse à mulher , paciente, irritada e beeeem pausadamente…

– UMA TAL EMPRESA, MISAEL, BOOM DIIIIA!!!!
– Posso falar com a Jaqueline?
– …
– Por favor.

E Misael disse na maior simpatia..

– Sim! É claro que a senhora pode falar com a Jaqueline… só um momento, por favor…

E transferiu a ligação.
.

.

.

As pessoas hoje em dia (com suas exeções), vivem tão preocupadas com bem-estar de seu próprio umbigo, esquecendo que é apenas uma cicatriz natural do ser-humano  que não fala, e que não sente.
Tem pessoas na vida, que gostamos de mais, outras que gostamos de menos, outras que vemos somente um dia para nunca mais…

É muito fácil ser educado com quem gostamos. Muito mesmo, pois há a afinidade, o respeito, e a reciprocidade de um sentimento.
Mas só porque uma certa pessoa não gosta da sua, não significa que precisa ser mal-educada(o) com ela… mesmo que não olhe em sua direção e não lhe dirija a palavra, não precisa disso!
Pois um dia, quando aquela pessoa tomar um rumo, jeito, ou apanhar da vida, o primeiro referencial de educação que ela vai lembrar, é o seu.

Pior ainda são as pessoas irritantemente mal-educadas por telefone, como o caso acima…
Por acaso elas sabem quem está do outro lado da linha?
Se sou eu ou você?
Se é uma pessoa fragilizada por uma doença terminal?
Se é o presidente da República?

As vezes  pode não parecer, mas o jeito com que falamos, pedimos e conquistamos as coisas podem acariciar ou calejar a nossa personalidade…

O que custa ser educado?
Não dói chegar em um local e cumprimentar as pessoas, mesmo que não tenha vontade de fazê-lo com um sorriso no rosto.
Não dói pedir licença para passar, de ajudar um idoso descer do ônibus,
De dar  lugar à uma gestante no metrô, ou dizer um obrigado diante de uma gentileza.
Não dói! É só abrir a boca, falar e pronto!

E não é pela questão de parecer o ser-humano mais efusivo da terra, mas sendo educada(o), as pessoas sentem-se bem com você, e melhor ainda… você se sente bem consigo mesmo.
E se as pessoas pudessem saber como isso é prazeroso…

Mas enfim…
É como diz uma frase que encontrei por acaso, de um autor que desconheço…

A educação enferruja por falta de uso.

Certa vez, à caminho da igreja, encontro Márcia e Julinha, que estavam indo pra lá também.
Márcia é uma ex-colega de trabalho, e hoje, uma amiga querida.
Primeiramente, nos comprimentamos apenas com olhares. Não daria para fazer melhor do que isso, devido às nossas posições de sardinhas enlatadas.
Ao sair do ônibus:

– Oi Má.
– Oi Líí… tudo bem mulher?
– Tudo em paz, graças à Deus, e com vocês?
– Tudo jóia!
– Que bom… oi Jú!
– Oi tia… ô tia Lídia, sabia que tem outra Lídia lá na escola?
– Ah é Jú? Que legal! Ela é sua amiga, ou é professora?
– Ah não prô… essa moça que a Jú tá falando, a sua xará, não é professora não. É a moça nova da limpeza… tá em experiência com a Núbia.
– Ahn, entendi… ih Jú, eu saí do colégio, mas você não escapou de outra Lídia… não teve jeito né?
– Hahahha… é…

– Ué… mas tia, ela não tem o seu rosto não!!

Maçãs e Bananas                Adelma          

A Adelma, é uma amiga nossa, da família, dessas que a gente conhece os filhos, cachorros, papagaios e afins sabe?
Desde o dia em que a conheci, até hoje, cheguei à uma única conclusão…
A de que realmente a primeira impressão NÃO é a que fica!
Não pelo menos com a Adelma.
Quando você a conhece, acha que ela é a criatura mais quieta, calada e séria deste planeta, mas depois de umas duas ou três sessões de conversa com ela, e um pouco mais de intimidade,  a coisa muda de figura!
Rapaz, a bicha é arretada!
Ontem ela estava aqui em casa nos ajudando com os doces… e em meio à conversas de N categorias, ela começa e relembrar de sua infância no Recife.
Coisinhas bem lights, como por exemplo, quando ela e mais dois de seus primos bateram em seu tio com galhos de árvores, porque ele tinha os dedurado para a avó que roubaram goiaba na árvore do sítio vizinho…neste dia Adelma pegou escondido, porém emprestado, o paletó super quentinho de seu pai e foi dormir na árvore mais alta do sítio para não apanhar da avó.
Ou então como num dia em que ela colocou dois galões de querosene na piscina do colégio, pra ninguém participar da competição de natação… como não foi selecionada pro time, ninguém participaria também!
Ah…brincadeira de criança né…releva!!
Só que teve uma estória que ela contou, que definitivamente entrou pra história!
Vai vendo…

Adelma sempre estudou em colégio de freira (imaginem né…), e aprontava atéééé com as irmãs, que com todo seu amor,  bondade, paciência , impaciência e principalmente com sua fé, tentavam pelo menos aturar a menina que estava por volta de seus doze ou treze anos…não me lembro agora.., ou então,  tentavam ver se pelo menos o tempo passava rápido para chegar logo as férias, afinal, o pai de Adelma pagava direitinho e muito bem o colégio.
A menina adorava tomar vitamina de maçã com banana todos os dias pela manhã.
Não sei o que ela aprontou no colégio, mas o castigo foi que as freiras, durante três semanas, compraram todos os tipos de frutas…menos maçãs e bananas.
Como diz minha mãe, ela já estava com um quente e dois fervendo…doidinha pra aprontar mais uma…só de raiva.
Era segunda-feira, e o dia de vingança da Adelma estava por vir.
Este dia, era o dia seguinte, terça feira… o dia em que o entregador de frutas ia buscar o pedido da semana com a madre.
Pois bem, no fim de tarde de segunda-feira, estava Adelma em seu quarto maquinando um plano pra dobrar a madre,  e irritar quem trabalhasse lá, coitadas…
Então… passeando pelos corredores, ela ouviu não sei quem falar pra não sei quem  lá, que na terça-feira,  a madre superior tinha médico marcado.
Aaahh, a bichinha nem fez questão de pensar uma vez, que dirá duas…
Deu seu jeito, entrou na sala da madre, vestiu sua roupa, e sentou em seu lugar à espera do entregador…
Enfim, o rapaz chegou…

“TOC TOC TOC…”

– Entra.
– Oi madre, boa tarde… vim buscar o pedido…quais frutas a senhora vai querer?

Ela não falou nada… só entregou um papel escrito: “MAÇÃ E BANANA”…, e depois assinou a nota.
Feito!
Assim que o rapaz se foi,  ela também o fez.
Na quinta-feira, o entregador voltou com o pedido.

– Boa tarde madre… entrega de frutas.
– Frutas? Como assim? Não fiz o pedido da semana ainda…
– Ué, mas eu vim aqui na terça, e a outra madre fez o pedido.
– hummm…outra madre? Posso ver o pedido?

E ela deu de cara somente com maçãs e bananas…

– Posso ver a nota?
-sim madre…está aqui.

Quando ela se deparou com a assinatura, quase não acreditou… estava escrito:

“MADRE SUPERIOR ADELMA!!!”

Cara de paau ainda por cima… ahhahha…

A madre ainda a mandou rezar 300 ave-marias, e não sei quantos pai-nossos, e olha a resposta da garota…

– Ah madre, sinto muito… mas eu não vou rezar não viu… se eu rezar tudo isso, vou passar o resto da minha vida trancada aqui nesse colégio, e eu não quero isso meeeesmo… arranja outra maneira de Deus me perdoar aí vai…

E a madre a mandou para a cozinha por quase três semanas para descascar legumes e verduras…e como parte do castigo também, doou todas as maçãs e bananas para os orfanatos das redondezas.

Ahahhaha
Definitivamente, as histórias de mil novecentos e guaraná com rolha, são as melhores!

Esta foi apenas uma entre muuuitas outras que Adelma contou sobre sua infância.
E assim a tarde de doces, doces e mais doces, foi-se desenrolando tranqüila, divertida, calma e espontâneamente!

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


GALERIA NAGULHA

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Tem gente!

Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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