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…Então, Olívia chegou como sempre às 13:15 para mais um dia de trabalho, tomando o seu habitual suco de beterraba com laranja e cenoura de todos os dias.

Cumprimentou a recepcionista, o porteiro e seguiu no elevador.

Quando a luz vermelha marcou o segundo andar, fechou os olhos respirando fundo e contando até três.

 

Entrou na sala, cumprimentou seus colegas e seu chefe, que estava lá, fingindo ler um jornal de ponta cabeça, mexendo no óculos extremamente desproporcional para o seu rosto gordo e sua careca oleosa, que não lhe respondeu.

“Foda-se” – pensou ela.

Sentou em sua mesa, ligou o computador, e começou a verificar seus e-mails.

 

– Se divertindo na internet, dona Olívia? – Disse ele com o cinismo de sempre.

– Ah sim, muito! Estou falando com a nossa representante no Rio de Janeiro para desmarcar as suas reuniões de amanhã em Copacabana, porque a Tânia, sua prostituta de todas as quartas, vem aí hoje para te dar um canseira no couro e outra no bolso.

 

O sarcástico sorriso de Valdecyr, desmanchou-se numa expressão de raiva.

 

– Você estava no telefone ontem quando eu saí.

– Sim.

– Com quem?

– Não interessa.

– Interessa. Sou eu que pago as ligações.

– Não essa.

– Por que não desligou quando eu desci?

– Porque eu não fui criada para ser mal-educada que nem você.

– Quem você pensa que é pra falar assim comigo?

– E quem você pensa que é pra falar assim comigo?

– Seu chefe, porra!

– Grande merda!

– O quê?

– GRANDE MERDA! Qual a vantagem que você leva nisso hein, chefinho? – disse em tom irônico – Poder descarregar a raiva dos seus problemas em cima de quem nada tem a ver com a sua vida, de quem não tem culpa? Poder exercer seu diploma de cavalo? Você não é nada. Não passa de um bolso cheio, pronto pra comprar a todos e tudo o que vê pelo caminho…só sabe ridicularizar as pessoas… e quer saber? Eu to é cansada de ver essa sua cara de bunda todos os dias! Chega!!

 

Olívia tirou de sua bolsa, uma pequena arma, mirou no meio da testa de seu futuro ex-chefe e atirou três vezes.

Ficou parada, vendo o corpo de Valdecyr tombar no chão, observando o sangue escorrer do meio de sua cabeça pelo nariz.

Algumas gotas pingando diretamente no chão e outras escorrendo pelo pescoço.

 

Então, sem a menor preocupação, saiu da sala tranqüila, e foi embora com um leve sorriso no rosto.

O mesmo sorriso que tinha ao acordar cinco minutos após o tiro.

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Susto

Aos que me acompanharam com a “fabulosa” saga pela troca dos mp3 quebrados, vejam o que me acontece no dia seguinte…

TRRIIIIIIMM!!

– “Alonso?”…
– Hahhah… Oi Lí, tudo bem?
-Aham… ai Ná, você não sabe!
– Não, não sei… Não tenho bola de cristal ainda…
– Ai, meu mp3 não tá funcionando.
– Ah, não brinca!
– Pior que não to brincando mesmo.
– Mas o que ta acontecendo?
– Ah, ta no FM, e eu quero ir pra pasta de músicas… aí escolho a pasta, e quando pressiono o menu de novo, nada acontece!!
– Mas você pressiona o menu por um tempo e depois dá outro “click” rapidinho nele?
– Não! Tem que fazer isso?
– Experimenta aí…vê se dá certo…



– Ih, é verdade…funcionou agora… ÊÊÊÊÊÊÊÊ… mas que susto pô!
– Dãããrr… só fuçar né…
– É, mas diz aí…o que você ia falar?
– Ah, nada não…agora eu esqueci…
– Aahh, tá bom então.
– Depois eu te ligo quando lembrar, tá?
– Tá! Brigada Ná… bêjo!
– De nada…bêjo, tchau!
– Tchau!

“Tu tu tu tu tu tu…”

Imaginem passar por tudo aquilo de novo?!!
Credo!

E pra quem não acompanhou a saga, abaixo estão os links por ordem de acontecimento…

1-) Domingo
2-) Segundona booa.
3-) Tudo certo, nada resolvido.
4-) Final feliz!

flz.jpg TRRRRRIIIIIIMMM!!

–  Alô?!!
– Oi Lí, tudo bem?
– Oi Ná…tudo sim…e contigo?
– Aham… e aí, vamos lá trocar?
– Vamos…que horas que te encontro?
– Ah, sei lá…pode ser às 18:15 no metrô  da Praça da Árvore?
– Beleeza, pode sim!

Deu seis horas, e eu e a Elílde fomos nos encontrar com a Nathi no metrô.
Fomos até à estação Ana Rosa, e de lá, pegamos o ônibus…qual?
SANTO AMARO, É CLARO! SEMPRE!
Chegamos lá, e seguimos para a plataforma (desta vez a certa…ALELUUIAA!!), e esperamos, esperamos, esperamos e esperamos…e depois de quarenta minutos cansativos, ele chegou! Vaziiiiiiioooooo… lindo de se ver!
Entramos, seguimos para o fundo, e lá ficamos…
E ônibus vai, e ônibus vem, e para no sinal, e para bem ao lado de um outro ônibus bem cheio, no qual havia um cidadão com um sorriso iluminado, porém hipodôntico na janela, na mesma direção que eu, piscando frenéticamente… ainda não sei se ele tinha algum tique nervoso, ou se estava tentando flertar comigo…mas deixa pra lá…
De repente, uma voz estridente:

– OLHA A PIPOOCAA, OLHA A POROROOOCAAA!!
– Elílde: “ – Moço, me dá uma pororoca, por favor…”

POROROCA: Macaréu de alguns metros de altura, grande efeito destruidor e forte estrondo, que ocorre próximo à foz do Amazonas e de alguns rios do MA.

Essa definição, é segundo o dicionário Aurélio, mas neste caso, POROROCA significa: Isopor com corante marrom claro e essência de bacon, que as pessoas carinhosamente chamam de : SALGADINHO… enfim!

– Então, dá uma pororoca, e duas pipocas, por favor…

E seguimos comendo a pipoca e a tal da pororoca, que até estava boa… demoramos uma hora e meia para ir da Ana Rosa até ao Ibirapuera, e depois mais uns vinte ou trinta minutos pra chegarmos ao Morumba…mas graças a Deus, conseguimos!
Chegamos lá, e fomos direto para a Saraiva… encontramos o Felipe, e…

– Oi Felipe, tudo bem? Lembra da gente? HAHA
– Ooi, tudo…lembro sim, vocês vieram aqui ontem né?
– Isso, viemos resolver hoje, tomara que dê certo..
– Ah, vai dar sim…vocês querem dois vermelhos da GT, é isso?
– Aham, é sim..
– Ok então… mesma coisa de ontem… passem lá no caixa, e depois no atendimento ao cliente pra pegar os aparelhos…
– Certo…valeu!

No caixa:

– Oi flor, tudo bem? Eu vim pagar a diferença do mp3 com esse vale-presente…
– Oi, tudo sim… hmmm, como assim?
– Assim querida… eu estive aqui ontem para trocar o mp3, mas deu um problema no cartão, e não pude efetuar o pagamento, aí a outra moça me deu o vale-presente na quantia para vir hoje aqui trocar…
– Mas você já passou no atendimento ao cliente?

[Pensamento: iiihh…só falta dar problema aqui também…que saco!]

– Não…eu acabei de falar com o Felipe, e ele disse pra passar aqui primeiro…
– Aaahh táá, os mp3 da GT que estão reservados, lembrei agora… são dois vermelhos né?
– Iiiisssooo…isso mesmo!
 

[UFA…sensação de alívio imediato!]

Depois de pagar, passamos no atendimento ao cliente pra pegar esses benditos aparelhinhos… olha, nunca tive uma sensação tão boa ao pegar em minhas mãos algo que comprei…. (tudo bem que não fui eu que comprei, mas o sofrimento que passei, foi semelhante ao da pessoa que comprou, então tá valendo)…
Ao sairmos de lá, seguimos para comer alguma coisa, e depois voltamos para casa…
Saímos do shopping, e fomos para o ponto de ônibus onde descemos, pois nos informaram que o nosso ônibus de volta pra casa, passava lá…

– Oi, tudo bem?
– Tudo!
– Você sabe se algum ônibus da Praça da Árvore ou Santa Cruz, passa por aqui?
– Não sei não…
Vila Mariana, Jabaquara, Ana Rosa…qualquer um que passe em frente a  algum metrô…?
– Não sei…desculpe!
– Imagina!

Ficamos trinta minutos ali…. depois de perguntar para algumas pessoas, nos deram a informação que os ônibus que estávamos esperando, passava no ponto da frente…
E lá fomos nós…um ponto de ônibus vaziiiiooooo!
Depois de dez minutos , uma moça chega e…

– Oi querida, tudo na paz? Você sabe se o ônibus tal passa aqui?
– Oi… olha não tenho certeza não…mas acho que aqui virando a rua do shopping tem um outro ponto que acho que passa…

Nisso, ligamos pro meu pai, que nervoso por causa de nossa demora “brigou” por telefone com a  gente…
Sei que mais vinte minutos depois, desistimos e seguimos para o tal ponto de ônibus perto do shopping que a moça nos falou…
Chegamos lá…dez, vinte minutos e nada!
Começamos a perguntar para todos os motorista de ônibus que paravam ali, se alguns deles passava em algum metrô…e  nieeente!
Um parou, e acho que ele ficou com pena da gente e resolveu nos dar uma carona até o ponto de ônibus que nos levaria até o metrô….e lá fomos nós…
Chegamos lá, e graças a Deeus, assim que descemos, tinha um Ana Rosa passando…aí as coisas ficaram mais fáceis!
Pegamos o Ana Rosa, e de lá …metrôzããooo..
Acho que eu nunca fiquei tão feliz na minha vida em entrar num metrô….soa tão…tão…FAMILIAR!!!

Após alguns minutos, chegamos em casa,  expressando cansaso físico e psicológico, mas estávamos felizes….colocamos as musiquinhas no aparelho, conferimos para ver se não tinha nada de defeito …
MAS PASMEM!
DE REPENTE ALGO ACONTEU!

Não foi nada não…é brincadeira minha!
Não ia torturar vocês mais uma vez…
Deu tudo certo, os aparelhos estavam funcionando direitinho, músicas, FM…tudo!
Nunca fiquei tão feliz na minha vida…nem o mp4 deu tanto problema assim…

Bom…com todos esses acontecimentos, eu só sei de uma coisa apenas…

Que eu só volto ao shopping Morumbi com o meu prórprio carro (que ainda não tenho), ou de carona com alguém…

Fora isso, não volto mais lá não…mas não volto meeesmo!

shit.jpg Chegamos na plataforma direita!
Nosso pensamento era bem otimista… 

“ – Ah, melhor resolvermos logo tudo isso, do que ficar adiando…aí já colocamos as músicas e começamos a usufruir deste aparelhinho tão desejado…”

Enfim!
Chegamos lá… e lá ficamos.
Ficamos quase uma uma hora e meia, e nada de “Santo Amaro”…
Enquanto esperávamos, vimos e ouvimos de tudo… um ônibus pior do que o outro de tão lotado… as pessoas dentro deles, expressavam puro cansaço, irritação, umas riam, outras dormiam…
Na plataforma, mãos cheias de sacolas, pessoas com olhares perdidos, viajando na fumaça de seus cigarros; amigos em bandos, risadas gritantes, e um menino por volta de seus dez anos vendendo balas, chicletes e afins, que veio em nossa direção e nos perguntou:

– Ô tia, compra um chocolate pra me ajudar?
– Ô amor, eu não tenho dinheiro…
– Compra pro seu filho.
– Eu não tenho filhos…
– Pra sua tia…pro seu avô? Sobrinho? Leva pro cachorro…

Tadinho, eu fiquei morrendo de pena…muita mesmo, mas quando ele falou pra levar para toda família, me deu uma vontade contida (claro) de rir, e me odiei por isso!
Bom…depois de uns cinco minutos, um pensamento nos ocorreu… então, o cérebro enviou a mensagem para a boca do meu pai, que perguntou com um misto de surpresa, curiosidade e interrogação em seu rosto:

– Será que o Santo Amaro não passa aqui?
– Ah não, não é possível…tem que passar!
– Ah caraca…será? Guentaê que vou ali perguntar para o tio das balas…

… Que por sinal, estava certíssimo, e meu pai depois de alguns segundos, nos chamou para a plataforma ES-QUER-DA afinal!!!
Okay, okay… mais uma hora, menos uma, não faz diferença para quem passou o dia todo esperando…
Nessa plataforma, não vimos tantas coisas interessantes quanto na primeira, a não ser o menino dos “quitutes” que veio novamente oferecer doces para os nossos pais, pro meu marido e filhos que ainda não tenho, avós, primos, pra irmã por parte de pai do cunhado da filha do meu tio avô que mora em “Far far away”, pro sobrinhos, cachorro, e desta vez ele falou pra levar chocolate até pro papagaio, juro!
Pena que só tínhamos dinheiro para a passagem, senão eu comprava doces aos montes para toda essa gente, ainda  mais porque estava aguando de vontade de comer uma barra de chocolate daquelas bem suculentas…
Enfim, depois de longos e exautos minutos de pura pressão psicológica e alucinaçãoes, o Santo Amaro chega… cheio, mas cheeio… com o triplo de pessoas contadas nos ônibus anteriores…

– E aí, quer esperar outro?
– Deeus me livre! Outro só amanhã pai…

Então, nos enchemos de coragem, respiramos fundo, fechamos os olhos… 1, 2, 3  e… já era! Entramos!
Rapaz, a situação estava caótica!
As pessoas se empurrando, dando “bundadas” umas nas outras, sentadas nos degraus… e o efeito Montanha-Russa então?! Demais! Cada lombada do ônibus, era uma sensação semelhante à da descida frenética da Montanha-Russa!
Mas inesquecível mesmo, foi uma “tiazinha” que atravessou selvagemente o ônibus desde lá da frente até o final para saltar, e o motorista não abriu a porta! A coitadinha ficou gritando, mas ele e o trocador fingiram não ouvir…. então, o povo tomou as “dores da tia”, e todos se uniram numa só voz, num mesmo tom, contra aquele pôio do motorista, dizendo; ou melhor…gritando:

“ – Ô MOTORISTAA, ABRE AQUI PÔÔÔÔ!!!!!! “

Parecia até excursão de escola, ônibus de acampamento, ou algo semelhante…
Mediante à esta situação, um “curta” passou por nossas cabeças…
O shopping fecha às 22:00 horas… nos imagine, descendo do ônibus às 21:55, e chegando na Saraiva às 21:59… e aí:

– Moço, boa noite, você pode me ajudar?
– Sim, pois não?
– Tô com um probleminha aqui…é que assim…
– Aé?!! E o que eu tenho a ver com isso? Todo mundo tem problemas…se vira!

[ Sim, esse era o nosso pensamento ]

Mas logo voltamos à realidade, e finalmente chegamos lá, achamos a Saraiva, e fomos procurar o tal do Felipe…

– Oi, boa noite, o Felipe está?
– Ta sim, ó ele aí…
– Oi Felipe tudo bem? Então ó, é o seguinte… [ e explicamos a ele toda aquela lorota que vocês já estão carecas de saber…], tem como resolver né?
– Tem sim, podem escolher o modelo, a marca, aí vocês levam o formulário de troca preenchido no caixa, depois passam no atendimento ao cliente pra pegar a mercadoria, ok?
– Beleza… valeu!

E fomos lá…lindos e super sorridentes pagar…

– Oláá, boa noite!! (entregamos o formulário).
– Boa noite, hmm, ok… formulário de troca, tudo certinho, perfeito! Qual a
forma de pagamento?
– Cartão, em débito por favor…
– Pois não…

Já estávamos dando pulos de felicidade (ninguém manda cantar vitória antes do tempo), quando de repente:

– O cartão não está passando senhora…
– Como assim??!!!
– É, não etá passando não…vou tentar de novo.
– Ah, só faltava essa agora!
– Ah não, impossível isso…tem saldo disponível! (dizia Nathi calmamente, porém com um leve tom de irritação em sua voz)…
– É, não está passando mesmo…
– Caraca, que que a gente faz agora hein?
– Olha, porque vocês não tentam usar o banco 24 horas?
– É, talvez dê certo…onde tem um da caixa econômica?
– Você entra por esta loja de esportes ao lado, ao final dela tem uma porta que dá direto ao estacionamento, onde tem as máquinas…

Ok, e lá vamos nós outra vez… Chegamos ao estacionamento, e nos deparamos com inúmeros “24 horas”, seguimos desesperadamente pro da caixa…
Nathi entrou no local para tentar usar o cartão… enquanto isso, eu, papai e a Elílde (uma moça que trabalha ha anos conosco…já é irmã, faz parte da família), comentávamos entre nós:

– Cara, eu não acredito nisso…
– Pois é, que coisa!
– Viemos aqui à toa!
– Pior de tudo, é que passamos por tudo isso, toda essa maratona, esse estresse, para voltarmos pra casa de mãos abanando.
– É, que saco isso… o pior também, é que…
@#$%*&##%@¨$ !!!!!!!  [isso foi a Nathi lá dentro]

Ela sai de lá vermelha de raiva…

– Eu não consigo entender, juro! Olha o extrato…tem saldo disponível aqui…
– Tenta usar o do Itaú…

Ela foi lá… e depois de cinco minutos…

– Não, não…impossível de acreditar… Nem essa bosta do Itaú está funcionando, o mesmo problema que o da caixa…tem saldo, mas não consigo passar e nem sacar nada!
– É…pelo jeito teremos que vir aqui amanhã então…
– Vamos voltar pra casa, mas antes vamos passar na loja pra avisar pro Felipe reservar os aparelhos…

Fomos para a loja… o pessoal foi muito educado mesmo!
A moça do caixa:

– E aí, deu certo?
– Não…infelizmente não…não sei o que está acontecendo…usei o cartão ontem!
– Vamos tentar outra vez… Deus é Deus né!!

Eles fizeram de tudo! Passaram em todas as máquinas do caixa, as do atendimento ao cliente, da sessão papelaria, da lojinha de cd’s, do café…tudo! Mas todas rejeitavam o cartão…

– Ah, que saco pô!
– Olha, vamos fazer assim… se tiver como voltar amanhã, eu reservo os aparelhos pra vocês, aí vocês levam o vale-presente na quantia do preço como garantia, e amanhã pagam….pode ser?
– Ta bom querida…muito obrigada viu?!!
– De naada, boa sorte!

E seguimos para casa…
Ok, ok! Tudo certo e nada resolvido!

Depois andamos muito ainda para chegar no ponto de ônibus, nos enganamos de plataforma de novo, mas conseguimos nos localizar!

Pelo menos, desta vez, o ônibus de volta para casa não estava cheio…

Continua…

saco.jpg Feriadããããooo…OOOOPAAAA…QUE BELEZA!

O povo acordando tarde,  tomando o café-da-manhã ao meio dia, almoçando às quatro, todos de pijama ainda…alguns de ressaca, outros de preguiça…enfim!

Eu acordei cedo, e meu período matinal foi meio dolorido, literalmente falando… o dia ensolaradíssimo, e eu morrendo de frio, com uma cólica daqueeeelas, e uma dor de cabeça insuportável… Resultado: Acordei pronta pra dormir…me deitei de novo e apaguei…quando acordei já era por volta de meio dia e quinze. Desse horário então, vou direto para três e meia quando o meu pai, depois de um árduo trabalho de desnudar  o jardim, entra na sala e diz:

– E aí, vamos lá resolver  parada dos aparelhos?

– Ai, vamos né…

Tomamos aquele banho gostoso, e seguimos então pra o shopping Ibirapuera…

Chegando ao ponto de ônibus,  aquele calor, aquela demora, e nada! Cerca de quarenta minutos depois, o ônibus chega…cheio, mas cheeeiooo…eu pensava: “Nossa…isso era realmente tudo o que estava precisando hein… um calor desses, dor de cabeça, cólica, ônibus cheio… cheeio de calor humano, e aquele balanço feito única e exclusivamente para os nossos órgãos dançarem balé contemporâneo dentro de nós… Perfeeito!! O/ brigada Deeeuusss!!!” O/

Pois bem…não tínhamos opções de sentar, encostar, ou até mesmo de ficar em pé decentemente… a única opção era segurar naquela barra, que por sinal eu detesto. As pessoas são cruéis! Ninguém tem a gentileza de inventar nada prático para mulheres pequeninas…tudo bem que tem o salto né, mas tem mulheres que como eu por exemplo,  até gostam de salto em algumas ocasiões, mas diariamente…TSC TSC…NO WAY! Poxa…não custa nada colocar uma barra dupla nos meios de transportes…com certeza facilitariam a nossa vida! Aah, desabafei! Sempre quis falar isso!

Mas então, vamos que vamos… e fomos! Fomos para o pior lugar do ônibus, onde os raios ultra-violetas ultrapassavam os vidros em nossa direção, nos cegando a retina, pois tínhamos esquecido os benditos óculos-de-sol em casa, as pessoas grudadas umas nas outras, e aquele balancinho agradável, que me fez lembrar de uma música do Vanderlee, na qual o seu refrão diz:

“No balanço do balaio saculejo, saculejo, saculejo, aí me dá um sooonooo”

Só que no nosso caso, não podíamos sonhar com o sono, mas nem de olho aberto… Primeiro, porque eu estava com uma mão naquela famosa barra que já foi citada aqui, a outra num banco que estava solto…a cada tranco do ônibus, a cada parada, o banco se mexia…e mexia forte, a medida que ia tentando me equilibrar, e que o banco dançava, a senhora sentada no mesmo, me fuzilava com o olhar…[medo].  Segundo, porque estava sendo esmagada por uma mochila à la “entregador de pizza”…siim, daquelas quadradas mesmo…o ônibus cheeio, e o cara na maior cara-de-pau lá facilitando a passagem das pessoas com sua mochilinha. E terceiro, porque tinha um indivíduo dentro daquele ônibus, que estava fazendo questão de mostrar que tinha um celular que toca mp3, e resolveu então mostrar o seu super repertório, no qual se baseava em música black (até que algumas eram boas), e funk… funk à la pancadão!!

Uma música em especial ficou gravada em minha memória pois além de se repetir por muitas e muitas vezes, e aquela pessooa falar que o refrão era sua parte preferida toda hora, a sua letra era algo extremamente construtivo e poético, dá até pra transformar em poesia e recitá-la em grandes teatros!! Eis o refrão: “PEGA LÁ, PEGA LÁ, PEGA LÁ, PEGA LÁ, PEGA LÁ, LÁ LÁ…”

Aaaahh…Eufonia pra os meus ouvidos!!

Eu estava quase indo lá, jogar lá, o celular dele lá, pela janela lá, e mandá-lo lá, pegar lá…lá lá… coisa chata pô!

Enfim…chegamos ao Shopping, e quando descemos do ônibus, minha maior vontade era a de engolir todo o ar possível naquele local, mas se fizesse isso, de certa ia parar no hospital com uma crise feia de asma, então deixei pra lá, e ao invés de engolir ares, seguimos direto ao balcão de informações, e com o maior sorriso no rosto, falamos:

– Olá! Boa tade…tudo bem querida?

-Boa tarde, tudo bem sim!

– Por acaso aqui tem alguma Saraiva?

– Ah, tem sim… dois pisos acima, nessa mesma direção…

-Glória a Deeeuusss! Obrigada hein…

– De nada!

Chegando lá… aquele letreiro bem grande escrito SARAIVA , reluzia que nem ouro aos meus olhos… acho que nunca fiquei tão feliz de entrar nessa bendita livraria antes… Passada a felicidade, seguimos procurando uma pessoa para nos atender…eis que aparece Thiago, um menino bonzinho, simpáático, educado, atencioso… e então, começamos a explicar a grande salada de frutas com leite condensado para o rapaz, coitado!

– Oi Thiago…então, é assim ó: compramos três aparelhos de mp3 por internet, só que acontece que… patati patatá …patatá patati …assim, assado, assaso assim…é, pois é, huumm entendi, ahn mas e aí…dá pra trocar? Tem como resolver?

-Tem sim, perfeitamente…vamos trocar…vocês querem o mesmo modelo que esse?

– Ah não, não…queremos um mais resistente…

– Ok…olha, tem esse da Airis, que a qualidade é bem melhor…

[ Depois de um tempo de avaliação ]

-Ok, pode ser…

-Certo, então podem aguardar aqui que vou lá no estoque pegar a mercadoria…

E aguardamos…. enquanto aguardávamos, nosso coração se encheu de alegria, e comentávamos entre nós: [ “- Poxa, que legal, que pessoal educado esse…outro nível, pô, que bom que não deu zica pra trocar né?” ]…

Eis que nosso amigo volta… Volta de mãos abanando e nos diz:

– Poxa pessoal, fui verificar no estoque, e não temos mais esse modelo…acabou!

Murchamos na hora, mas depois de conversar muito atrás de uma solução, Thiago ligou para a loja do Morumbi, e pediu para que um tal de Felipe reservasse os aparelhos… Tínhamos como opção, sair dali e ir pro Morumba, ou pegar uns dias depois no Ibira mesmo… Depois de muuito pensar, resolvemos então, que ao sair dali, nosso destino seria: Shopping Morumbi!!

– Mas vem cá… como fazemos pra ir direto daqui pro Morumbi?

– Ah, então…em frente ao shopping, tem duas plataformas… vocês vão pegar o ônibus “Terminal Santo Amaro 51/54”, na plataforma da direita…

– Ok! Valeu então “bróder”!

– De nada! Tchau tchau!

E seguimos para a plataforma direita…

Continua…

biscoito2.jpg – Ô pai…a gente bem que podia levar a Nathi pra almoçar hoje né?

– É, boa idéia filha… vamos sim, aí aproveitamos para resolver aquele problema…

 O PROBLEMA: Compramos três aparelhos de Mp3 por internet (santa ignorância), e dois vieram com defeitos…(OH!), um não funciona FM mas nem que a vaca fale, e o outro, coitado…veio com o leitor ao contrário, o visor de ponta – cabeça e mal colado ainda por cima… para completar a situação, Nathi foi inventar de inverter o visor, que saiu com certa facilidade…pronto, agora é só desvirar e…  E o que? Isso  mesmo” CRECK! Quebrou!

Mas voltando ao assunto…

– …no shopping Plazza Sul tem Saraiva?

– Ah, acho que tem sim pai…

E seguimos para lá… quando chegamos, rodamos toda a praça de alimentação decidindo o que comer…já sabem onde fomos parar né? Iiisso! No bom e velho Mc Donald’s! Foi bacana! Estava repleto de crianças, e em meio às mesmas, um momento nostálgico predominou…lembramos coisas do tipo:

– Você falou com sete meses (acreditem se quiser), e sua primeira palavra foi o seu próprio nome, mas sem o “L”…você falava “ÍDIA” certinho, e também falava passarinho ao contrário…

– Como assim ao contrário pai? OHNIRASSAP?? (Criança prodígio hein…)!?

– Ãããrr, não né… ao contrário é só um modo de dizer…mas toda vez que você via um passarinho, falava: “Ooolha…um SAPARINHO!!!”

– E a Nathi, pai?

– Ah, a Nathi ao invés de engatinhar como toda criança, ela sentava e arrastava o bumbum indo pra frente, sendo assim chegando onde queria….

Lembramos também, que todo tipo de comida para ela era um tal de GAENGA… tudo! Fosse frango, carne ou peixe… tudo era gaenga! Fora também a fralda com cinco chupetas… Inesquecível!

Mas antes que a nostalgia predomine por aqui também, voltaremos à Saraiva…. Enfim, rodamos o Plazza Sul INTEIRO…e nada de Saraiva…somente Sciliano e Nobel… mas graças a Deus, algo realmente extraordinário vem à mente de Nathália…

– Geeeente…lembreei! Tem uma saraiva lá no Tatuapé…

– TEM CERTEZA??

– Absoluta! Lembra Li? Quando fomos lá com a Dani e íamos tirar uma foto lá dentro, mas o segurança não deixou?

– Ah é, tem mesmo! Vamos lá então….

– Vamos, mas antes vamos passar em casa pra colocar meu tênis…já não basta hoje ser meu aniversário…,  ter que andar de salto e nesse calor horrível ainda por cima, é demais pra a minha cabeça!

Passamos em casa, colocamos nossos devidos Tênis…e seguimos pro Tatuapé…eis que de repente uma imensa vontade de tomar açaí toma conta de nossos paladares…. mas temos que esperar até resolver todo pepino… Chegando lá:

– Informações pelo Amooor de Deus!

– Oi moça…boa tarde!

– Boa tarde!

– Seguinte…aqui tem uma Saraiva né?

– Saraiva não..tem Sciliano e Nobel…

– Tem certeza?

Pergunta mais imbecil!! Chamando a moça de incompetente e inexistente de uma só vez, coitada! … Ela por sua vez (a moça), depois de alguns segundos:

– Sim, tenho certeza.

– Ah, tá bom então…muito obrigada!

– Por nada!

Aquele momento foi registrado por uma  imensa ira momentânea, e pelo pensamento que poderia ter sido lembrado bem antes de tentarmos resolver as coisas…

“- POR QUÊ NÃO ENTRAMOS NO SITE ANTES PRA VER SE TINHA ESSA BOSTA DESSA SARAIVA AQUI??????”

Enfim!!  Alguns minutos depois…

– Tá! Já que viemos até aqui, vou tomar meu açaí!

Sentamos, e na praça de alimentação, vimos coisas bonitinhas, outras nem tanto, algumas irritantes de se ver e ouvir, como por exemplo um garoto chato gritando e batendo a lata de refrigerante em cima da mesa. Mas em compensação vimos também crianças se abraçando, um casal de velhinhos ao lado de nossa mesa “namorando”, de mãozinhas dadas… ouvimos sem querer, dois rapazes conversando sobre “a balada de ontem“…era um tal de bebi todas, peguei todas, botei “todas” pra fora, dia seguinte de ressaca… E o mais engraçado de se ver, eram as suas expressões durante a conversa, acreditando piamente de que estavam abafando com aquele papo cabeça!!

Mas contudo, a volta pra casa no metrô, foi a melhor de todas definitivamente!!

Uma senhora entra com quase toda sua família e amigos, no mesmo vagão que nós… acho que ela era do estilo de vida “barraqueira” de ser … depois de muito barraquear naquele vagão, ela resolveu então filosofar… foi bancar a conselheira para um amigo que estava sentado à sua frente, e falou bem, mas bem alto mesmo….não só para ele, mas para quem quisesse ouvir e refletir sobre o seguinte:

“- Olha só…vou te falar uma coisa. PRESTA ATENÇÃO!! Uma vez, o meu chefe me falou que vaso ruim não quebra, só racha, mas uma semana depois ele morreu!!!!!”

Ai ai..só rindo mesmo pra não chorar, né não?!!

                                                                                                                 Continua…

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


GALERIA NAGULHA

novembro 2017
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Tem gente!

Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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“PRATRÁSMENTE…”

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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