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” As vezes eu sinto que não pertenço a lugar nenhum.

As vezes, acho que isto é falta de serotonina no cérebro, ou apenas uma falta absurda de chocolate no organismo…

As vezes tenho medo e vontade de chorar… e na maioria das vezes acho que isto é infantilidade.

As vezes eu escrevo; as vezes escuto o silêncio. As vezes eu atuo; as vezes eu desenho.

As vezes finjo ser eu mesma, as vezes não. – As vezes prefiro ser outro alguém…

E ainda bem que essas coisas, acontecem só as vezes.

Mas nestas vezes,definitivamente sinto que não pertenço a este mundo! FATO! ”

 

 

 

VAI ENTENDER….

 

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Fernanda era uma menina muito fechada, muito introvertida antes de descobrir como funciona o tal “desabafar”.

Já havia passado por três psicólogas e nada. Conversar com os pais e com as irmãs era a mesma coisa que nada. As amigas não ajudavam em nada.

Fernanda só foi entender o real significado do tal “desabafar” quando foi ao PNEUMOLOGISTA! Ela era paciente asmática do doutor Bassan há onze anos. Gostava de conversar com ele… Ele a ouvia, dava seus conselhos, seus pitacos como um pai e fazia piadas nas quais ela se acabava de rir… depois examinava-a, passava exames rotineiros de prova de função pulmonar que ela nunca fazia e lhe passava as receitas dos remédios.

Um dia, surgiu o tema do tal “desabafar” entre eles durante uma consulta. Fernanda mostrava-se indignada porque não conseguia entender esse tal de “desabafar”…por quê todo mundo conseguia desabafar e ela não? Por quê para as pessoas era tão fácil desabafar, e pra ela não? Ela tentara este exercício várias vezes, em vão. Toda vez que começava a falar, gaguejava, suava frio, o coração palpitava e ela travava. Então o doutor Bassan resolveu explicar como funciona este tal “desabafar”.

” – Você sabe o que acontece quando as pessoas desabafam? ” Ela respondeu que não. Ele então, abriu a gaveta de sua mesa, pegou uma folha sulfite A4,rasgou-a no meio, ficou com uma metade e deu a outra para ela. ” – É isso que acontece Fê… você fica com a metade de seus problemas e eu fico com a outra metade.”

Fernanda saiu do consultório atônita, sem saber o que dizer… Ninguém nunca explicara de maneira tão fácil que desabafar é mais fácil ainda. Começou então a exercer o tal “desabafar”… Nas primeias vezes, gaguejou, tremeu, travou e tudo mais, mas continou… Queria deseperadamente que sobrasse apenas um pedacinho de seu problema.

Pegou sua “cartolina”, dobrou ao meio, deu a metade a Deus! A outra metade ela distribuiu em pedacinhos pequenos para sua família e seus amigos. Hoje, ela não precisa ficar carregando aquela cartolina chata, cheia de colagens pra cima e pra baixo… Hoje ela tem apenas um pedacinho, mas só o tem porque não acha justo que as pessoas levem  a “cartolina” dela sozinhas…

A vontade, era a de arrancar toda aquela dor de dentro de si, mas faltou-lhe a coragem.

Coragem.

Engraçado…

“Faltar coragem” é também um ato corajoso. Afinal… não é preciso coragem para ser  livre?

Eu queria que o céu fosse rosa, as árvores vermelhas e o chão azul.

Gostaria que quando a chuva chegasse, que trouxesse consigo, gotinhas coloridas para alegrar o dia.

E que flutuássemos ao sentirmos um cheirinho gostoso de comida no ar.

 

Queria também, ter um giz de lousa, que me permitisse abrir e fechar as portas que somente EU quiser entrar; pois muitas vezes, nós entramos em portas que não queremos, ou simplesmente não entramos naquelas que realmente queremos entrar.

 

Queria ter força na mão, para arrancar o teto com apenas um serrote fino nos meus dias mais implicantes.

 

E que por fim, eu pudesse me apagar nos meus dias tristes, para me redesenhar mais feliz!

Não é preguiça. É luta.

Eu tento acordar, mas parece que tem alguém ali dentro de mim que não deixa.

” Você que inventou a tristeza, ora por favor, tenha a fineza de desinventar”

{  Chico Buarque  }

..  

Toda mulher (solteira) pensa em se casar.

Se não pensa em casar, pensa pelo menos em se “juntar” com o amado.

 

O fato, é que a mulher passa metade de sua vida imaginando esse dia.

Se arrumando (física, emocional e psicologicamente), entrando na igreja com o pai, dizendo sim no altar, recebendo os convidados na festa, jogando o buquê, indo para a Lua-de-Mel, trabalhando, amando, mais tarde tendo filhos e etc…

 

Mas… e quando este dia está para chegar?

E quando o namoro, de repente vira noivado?

 

Aí, a mulherada engole a seco, mas diz um SIM de boca bem cheia, com as mãos trêmulas, os batimentos cardíacos a mil, e com olhos e alma mareados pela emoção.

 

 

Depois deste pedaço, a mulher parte para a etapa “to nas nuvens”.

“Ai , vou me casar! Ai que lindo! Ai…DESENCALHEI!  Ai, eu o amo tanto! AI, QUE TUUUDOOO!!”

Aí, liga pra Deus e o mundo para dar a notícia. E a felicidade é tanta, que nem existe mais lugar no rosto para um sorriso.

 

E finalmente, depois desta, vem a fase “Desespero”.

“Ai, mas será  que não me precipitei?

Não me imagino casada.

Vou sentir tanta saudade da minha cachorrinha.

Eu me acho tão infantil pra casar ainda…será que vai dar certo?

Será que ele me ama de verdade mesmo?

E se ele não me amar do jeito que eu o amo…ai meu Deus! Tô ferrada!

Putz! Será que vamos brigar muito?

Caramba! Sem contar que vou ter que cozinhar e lavar a louça todo dia.

Ai, acho melhor eu voltar atrás (sacanagem..rs), namorar mais um ano e meio…quem sabe dois…e depooois a gente se casa, e etc, etc, etc…

 

Mulher é bicho estranho mesmo, NE?

Eu admito  ¬¬

Nem casou ainda, e já está montando uma vida desastrosa.

 

Eu hein!

O problema, é que eu quero me jogar do abismo, tendo a certeza de que vou cair num colchão de ar.

É isso!

 

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Eles nunca moraram no meu corpo, e nunca estiveram adesivados à minha pele para saber quem realmente sou, o quero fazer, o que sinto ou deixo de sentir.

Sempre foi um pouco mais difícil para eles  compreenderem, mas não os culpo por pensar do jeito que penso; culpo a mim mesma por não deixar que me conheçam inteira, sem eira nem beira e nem sem barreira.

 

Fui eu que deixei a situação acontecer.

Não opinei quando quis dar opiniões,

Não cantei quando quis cantar, por medo das pessoas me acharem desafinada, semitonada.

Não dancei quando quis dançar, com receio de rirem do meu jeito desengonçado.

Não gritei quando as milhares de vozes acharam um jeito de escapar do ambiente acústico.

Não banquei a maluca, por medo de me acharam realmente uma maluca.

Não impus respeito, e perdi  o auto-respeito.

 

Não fiz, e não deixei de fazer nada do que eu queria por achar que a minha vontade, os meus desejos não eram importantes e nem suficientemente dignos de serem levados a sério.

 

Eu me violentei.

E carrego as marcas até hoje.

Pessoal,

 

Sei que desapareci por uns tempos, mas nunca esqueci ou deixei de pensar nesse cantinho que eu gosto tanto, e nem tampouco me esqueci de vocês.

Passei e ainda estou passando por algumas situações que hoje entendo que estão me tornando uma pessoa melhor, uma pessoa madura.

Estão a amadurecer a mente, o corpo, o coração, as idéias.

 

Tudo o que passamos ou deixamos de passar, tem algum significado, um objetivo na vida, e por menor que seja, um dia pode vir a se tornar a razão de nossas vidas, de nossa existência.

Esse processo, apesar de muito doloroso algumas vezes, é bom, é filosófico. Nos coloca para pensar, repensar, repensar e repensar quantas vezes forem necessárias, até chegarmos à nossa conclusão, que também pode estar errada, o que nos coloca novamente para pensar. Sempre.

 

A partir de hoje quero mudanças.

A primeira mudança por aqui, é a de que eu voltei, e tenho certeza de que isso vai me fazer bem, porque gosto da cartase escrita.

E a segunda, a de que vou trocar meu nome (só aqui), pelo nome de Vida.

VIDA, porque dá sempre a impressão de renascimento, de força e rejuvenescimento.

A vida sempre concebe novas situações, novos aprendizados.

E na minha vida, isto tem um enorme significado.

 

SERÁS VIDA, BEM-VINDA!

Sempre!

 

E que 2009 comece!

 

 

Os: não se assustem com o próximo post.

Foi o que eu senti, e não o que sinto.

 

Até breve!

=}

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


GALERIA NAGULHA

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Tem gente!

Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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