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Ao olhar-se no espelho,
A Lua se emocionou.
Estava tão linda vestida de si,
Que mal conseguia enxergar o próprio reflexo
Que tanto reluzia.
Reflexo de felicidade, de alegria!
Por um eterno segundo, ainda diante do espelho,
Lembrou-se do sol.
Aquele, que um dia fizera tão cintilantes as suas tardes.
E que depois a deixava sempre com a desculpa de se pôr.
Mas esta lembrança logo passou, assim como uma nuvem carregada.
Então, depois que se rendeu aos encantos e gentilezas,
Que amou e se vestiu da noite,
Ela brilha muito mais.
Hoje, diante do espelho,
Vestida de si, e de noite,
Admira-se cintilando o céu azul-escuro
Que encontrou no amor.
>> Resposta ao poema: “Tarde Cintilante”.
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Olhos vermelhos e mareados.
A respiração, trancada por pingos não pigmentados.
O céu, ardido de estrelas,
Um oco, um deserto.
O tronco sem ar,
E no ouvido, areias a implicar.
De repente
Tudo se tornara uniforme.
Absolutamente tudo.
Nos olhos, a areia
Na respiração, o deserto
O céu sem respiração.
O tronco mareado,
No oco, a vermelhidão.
E o ouvido era oco.
E no ouvido, havia eco.
E o eco era em vão.
E o vão era o céu,
O céu procurava as estrelas,
As estrelas estavam trancadas,
E a tranca não abria…
E a tranca não abria…
E a tranca não…
E a tranca…
E a tranc…
E a…
E…
…
E…
ATCHIIIIMMM!!!
.
Quem sofre de rinite, precisa filosofar pra não enlouquecer!
A Lua chega,
O Sol acalma.
Um se veste do outro,
Com as mais cintilantes vestes.
Vestes compatíveis!
E assim permanecem…
Deleitados e reluzentes.
…
Então a Noite chega,
Tomando a Lua dos braços do Sol
Mas ela não quer pertencer à Noite.
E sim, à claridade do Dia.
A julgar a incompatibilidade com a sua natureza,
Segue caminhando ao lado da Noite,
Que a faz brilhar todos os dias
À seu modo.
Mas pobre Lua…
Impedida de se viver,
E de viver o Sol em si,
Fica sempre à espera
De mais uma tarde cintilante.
Sempre!



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