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Ao olhar-se no espelho,
A Lua se emocionou.
Estava tão linda vestida de si,
Que mal conseguia enxergar o próprio reflexo
Que tanto reluzia.
Reflexo de felicidade, de alegria!
Por um eterno segundo, ainda diante do espelho,
Lembrou-se do sol.
Aquele, que um dia fizera tão cintilantes as suas tardes.
E que depois a deixava sempre com a desculpa de se pôr.
Mas esta lembrança logo passou, assim como uma nuvem carregada.
Então, depois que se rendeu aos encantos e gentilezas,
Que amou e se vestiu da noite,
Ela brilha muito mais.
Hoje, diante do espelho,
Vestida de si, e de noite,
Admira-se cintilando o céu azul-escuro
Que encontrou no amor.
>> Resposta ao poema: “Tarde Cintilante”.
Ah, o Tico e o Teco falam demais sabe?
Reclamam demais, gesticulam demais, contam novidades até demais…
Pra eles, é tudo demais, tudo de mais, tudo mais e mais!
Relembram a infância, a doce e, ou amarga juventude, os passos do passado.
Conversam demais, se empolgam, se depreciam, brigam, se alegram, se apaixonam demais.
Relembram até do que aconteceu há cinco minutos atrás…
O Tico e o Teco, falam de suas alegrias, tristezas, das desavenças, pazes, dos casos e acasos, as conquitas, os foras, os amores possíveis, os (im)possíveis e também pensam apenas nas possibilidades, nas diferenças, indiferenças e reticências…
Escrevem sobre seus futuros… de como serão daqui a vinte, trinta, cinquenta anos!
Estarão casados? Bem empregados? Com filhos? Solteitos? Carecas ou cabeludos?
O que vocês acham?
Vamos, junte-se e pense com eles!!
Também escrevem sobre seus medos e sobre mais amores; afinal, para esses rapazes, falar de amor nunca é de mais, é sempre demais!!
Escrevem, descrevem, reescrevem, riscam, desenham, rabiscam em suas folhas de rascunhos imaginários…
Pensam, sonham, indagam, falam, gritam e principalmente vivem…
Vivem o passado, o presente, o outrora…
Assim como faço eu agora.
QUE DROGA!
Tudo por causa desse Tico… , desse Teco…
Esses caras me tiram o sono!
AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

Mais de cem palavras foram escritas.
Nenhuma delas serviu.
Foram apagadas.
Algumas até concordavam com o que eu queria dizer, mas ainda sim, de alguma maneira, não se achavam em ordem.
Recomecei.
Anotei algo aqui, outro alí…
Novamente apaguei.
Reescrevi com caneta para ver se as palavras se aquietavam permanentes como a tinta.
Mas de nada adiantou.
Depois de meia dúzia de palavras, o borrão azul da caneta, passou furiosamente por cima delas em movimentos circulares.
Acho que não sei ou não tenho o que dizer… ou ainda, acho que estava tentando escrever sobre algo que nem eu sei o que é, e se nem mesmo existe.
Só sei que agora, estou aqui novamente com um pouco mais de cem palavras, que formaram um texto que diz literalmente e com clareza, o que é a: FALTA DE IMAGINAÇÃO!!!
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Nota: 139 palavras.
Mudanças entre tantas andanças.
Anda, anda, procura…
Anda a pé, no ônibus, de metrô,
E se preciso for, anda até à lua.
Anda e procura, procura e anda…
Vê, acha que gosta; desanda.
Anda mais, mais e mais
E anda, e cansa, e se esgota, e se esvai,
E acha, e entra e gosta e sai.
Negócio feito!
E de repente, o que era uma sala, tornou-se apenas
Um tradicional espaço quadrilátero.
E o que era uma cozinha, virou eco.
E do eco, ouve-se as garfadas, risadas, e as louças alí quebradas.
E a parede verde, quis se roxear,
E o quintal sumiu num estalar.
De repente o piar do pássaro, calou.
O andar pesado da tartaruga, parou.
O latido dos cães… cessou.
As prateleiras se esvaziaram,
As roupas se encaixotaram,
As lembranças retornaram,
Os sentimentos embalhararam.
E o dia está perto.
O de repente está chegando.
De repente estamos…
… Mud.ando.
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Queridos…
Conforme leram acima, não voltarei aqui tão cedo.
Retorno só ano que vem (ahhaha)…
Por isso, desejo que o natal e ano novo de vocês sejam de uma paz e alegria incomensuráveis…
Que esses dias e todos os outros de 2008 que vem por aí, sejam abençoadíssimos e cheios da presença de Deus!
GRAND BAISER!
See ya!
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Olhos vermelhos e mareados.
A respiração, trancada por pingos não pigmentados.
O céu, ardido de estrelas,
Um oco, um deserto.
O tronco sem ar,
E no ouvido, areias a implicar.
De repente
Tudo se tornara uniforme.
Absolutamente tudo.
Nos olhos, a areia
Na respiração, o deserto
O céu sem respiração.
O tronco mareado,
No oco, a vermelhidão.
E o ouvido era oco.
E no ouvido, havia eco.
E o eco era em vão.
E o vão era o céu,
O céu procurava as estrelas,
As estrelas estavam trancadas,
E a tranca não abria…
E a tranca não abria…
E a tranca não…
E a tranca…
E a tranc…
E a…
E…
…
E…
ATCHIIIIMMM!!!
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Quem sofre de rinite, precisa filosofar pra não enlouquecer!
A Lua chega,
O Sol acalma.
Um se veste do outro,
Com as mais cintilantes vestes.
Vestes compatíveis!
E assim permanecem…
Deleitados e reluzentes.
…
Então a Noite chega,
Tomando a Lua dos braços do Sol
Mas ela não quer pertencer à Noite.
E sim, à claridade do Dia.
A julgar a incompatibilidade com a sua natureza,
Segue caminhando ao lado da Noite,
Que a faz brilhar todos os dias
À seu modo.
Mas pobre Lua…
Impedida de se viver,
E de viver o Sol em si,
Fica sempre à espera
De mais uma tarde cintilante.
Sempre!



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