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A vontade é certa, eu sei.
É falar.
E falar é certo.
Pelo menos, é o que me parece.
Mas…
Cadê a coragem?
Isso só nos faz parecer certos fracassados.
É errado falar o certo?
Falar o certo, para a pessoa certa, na hora certa?
Acertaram!
Não é errado!
Errado é deixar o orgulho fazer o certo parecer errado, sendo que não é.
Errado seria falar certo na hora errada, ou…
Falar errado na hora certa.
E embora existisse uma razão… por mais ínfima que fosse,
Sempre haveria desavenças,
Pois o certo e o errado nunca se acertam!
Errado é o que faço.
Esconder-me num jogo de palavras que conjeturam o que é certo e o que é o errado.
Errado é se omitir, esconder-se atrás das letras como se fossem muralhas.
Que pode acontecer de tão horrendo?
Nada!
No mínimo ouvir a tristeza de um não, dito quase que muitas vezes gentilmente,
Ou surpreender-se com um sim indiferente
Só isso!
Não se morre, não se sofre.
Na verdade, até há sofrimento.
Sofrimento nas palavras certas que lhe parecem erradas.
Essa é a maior violência.
A violência que mora dentro das pessoas que deixam o orgulho ou o medo subirem ao pódio em seu lugar, carregando no rosto, o sorriso de vitória, e no pescoço a medalha de ouro reluzente que era pra ser sua. O que era certo.
Eu sou uma dessas pessoas,
E no meu caso, sinto medo.
Eu quase não vejo televisão, e o pouco que vejo são a respeito de jornais, desenhos animados e filmes, mas mudando de canal, de repente o título nos chamou a atenção….
Ele quer saber se foi traído.
Aonde?
No programa da Luciana Gimenez, é lógico!
Estávamos eu e meus pais à caça de um filme, documentário, desenho, enfim…alguma programação interessante na televisão, (o que hoje em dia é raro), quando vimos uma loirona linda, alta, olhos verdíssimos, e um belo de um corpo que estava dentro de um chamativo vestido vermelho…
A moça de vinte e quatro anos estava com um semblante de quem estava querendo chorar e muito assustada com a situação, porque seu marido “Domingues”, beirando lá os seus cinqüenta anos de idade, queria saber se ela o estava traindo.
Situação: A moça trabalha numa loja de roupas de um shopping, e o novo gerente estava flertando descaradamente com ela, que por sua vez saía de casa meio largada, com calça jeans, um moletom bem largo e cabelos desarrumados, mas quando chegava ao shopping, se tranformava… trocava a simples roupa por um vestido lindo e decotadíssimo, se maquiava toda e arrumava o cabelo. Outra mulher!
Na hora de ir embora, fazia o inverso, alegando que ir embora a pé pra casa de salto, não fazia o menor sentido.
Lógico que o marido ia desconfiar…
O que o marido fez ao invés de conversar com ela primeiro?
Colocou uma detetive intrometida que mais parecia uma tranqueira atrás dela e expôs a situação pro Brasil todo ver…
E o gerente persistente dando em cima dela na cara larga…
Ela, ora ficara soltinha, soltinha, ora repreendia o rapaz.
E Gimenez, bancando a perita no assunto, como soubesse à respeito de tudo e todos na vida daquele casal, pois ao contrário do ditado, ela foi “super convidada” à meter a sua colher na briga do marido e da mulher…convite vip esse!
Enfim… sei que passaram-se vídeos e vídeos da moça no shopping , almoçando e indo no cinema com o rapaz que ela dizia ser GAY, mas que a julgar pelo vídeo, de gay não tinha absolutamente NADA!!
E ela tentava se explicar,
Ele não acreditava,
A detetive tranqueira só estimulava a briga,
E a Gimenez lá, toda posuda, mais parecendo o oráculo, com sua “super colher de strass”, mexendo onde supostamente não é para se mexer…mas não!
Ela pode, ela é “super pop”, é paga e bem paga pra isso!
Sei que no final, como não haviam provas de traição no vídeo, o casal estava de volta aos beijos e abraços, dizendo que se amam e que se perdoam…
Aí eu fico pensando…
Até que ponto essa lorota toda é verdade hein?
Nenhuma pessoa ia querer se expor, expor seu emprego, sentimentos, família e amigos a troco de nada.
Com certeza devem ser pagos para dar o showzinho que o povo tanto gosta.
E conseguem né?
Afinal, se o povão não fica com raiva, brigando com a televisão defendendo um de seus “prediletos”, pelo menos o enredo da história rende umas boooas risadas ao se desenrolar.
- Eu conheço um planeta onde há um sujeito vermelho, quase roxo. Nunca cheirou uma flor. Nunca olhou uma estrela, nunca amou ninguém. Nunca fez outra coisa senão contas.
O PEQUENO PRÍNCIPE
E o dia todo repete como tu: ” Eu sou um homem sério! Eu sou um homem sério! “ E isso o faz inchar-se de orgulho. Mas ele não é um homem; é um cogumelo!
- Um o quê?
- Um cogumelo!!
( Antoine de Saint – Exupéry )
Quem leu o pequeno príncipe e disse que não passa de um “livrinho de criança”, de duas à uma…
Ou leu e não prestou atenção em absolutamente NADA, ou com o perdão da palavra, é burro mesmo!
É um livro para criança sim!
Mas a mensagem que está nas entrelinhas de Exupéry, é uma GRANDE LIÇÃO para os adultos. Uma grande lição mesmo!
Todos deveriam ler!!
Deixem de ser adultos por quinze minutos todos os dias.
E Feliz dia das crianças para todos nós!!
Em uma tal empresa onde um conhecido meu trabalha, aconteceu a seguinte situação:
- Uma tal empresa, Misael, Bom dia!
- EU QUERO FALAR COM A JAQUELINE.
- Bom dia, vamos começar de novo?
- … Uma tal empresa, Misael, Bom diia!
- EU QUERO FALAR COM A JAQUELINE.
- Hum…seguinte, vamos começar pelo princípio novamente…
E disse à mulher , paciente, irritada e beeeem pausadamente…
- UMA TAL EMPRESA, MISAEL, BOOM DIIIIA!!!!
- Posso falar com a Jaqueline?
- …
- Por favor.
E Misael disse na maior simpatia..
- Sim! É claro que a senhora pode falar com a Jaqueline… só um momento, por favor…
E transferiu a ligação.
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As pessoas hoje em dia (com suas exeções), vivem tão preocupadas com bem-estar de seu próprio umbigo, esquecendo que é apenas uma cicatriz natural do ser-humano que não fala, e que não sente.
Tem pessoas na vida, que gostamos de mais, outras que gostamos de menos, outras que vemos somente um dia para nunca mais…
É muito fácil ser educado com quem gostamos. Muito mesmo, pois há a afinidade, o respeito, e a reciprocidade de um sentimento.
Mas só porque uma certa pessoa não gosta da sua, não significa que precisa ser mal-educada(o) com ela… mesmo que não olhe em sua direção e não lhe dirija a palavra, não precisa disso!
Pois um dia, quando aquela pessoa tomar um rumo, jeito, ou apanhar da vida, o primeiro referencial de educação que ela vai lembrar, é o seu.
Pior ainda são as pessoas irritantemente mal-educadas por telefone, como o caso acima…
Por acaso elas sabem quem está do outro lado da linha?
Se sou eu ou você?
Se é uma pessoa fragilizada por uma doença terminal?
Se é o presidente da República?
As vezes pode não parecer, mas o jeito com que falamos, pedimos e conquistamos as coisas podem acariciar ou calejar a nossa personalidade…
O que custa ser educado?
Não dói chegar em um local e cumprimentar as pessoas, mesmo que não tenha vontade de fazê-lo com um sorriso no rosto.
Não dói pedir licença para passar, de ajudar um idoso descer do ônibus,
De dar lugar à uma gestante no metrô, ou dizer um obrigado diante de uma gentileza.
Não dói! É só abrir a boca, falar e pronto!
E não é pela questão de parecer o ser-humano mais efusivo da terra, mas sendo educada(o), as pessoas sentem-se bem com você, e melhor ainda… você se sente bem consigo mesmo.
E se as pessoas pudessem saber como isso é prazeroso…
Mas enfim…
É como diz uma frase que encontrei por acaso, de um autor que desconheço…
A educação enferruja por falta de uso.
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Agora de manhã, enquanto eu tomava o meu café com a Elílde, ela solta esta constatação:
” – Ah, eu não queria ser um vaso não! “
É que eu lhe explicava sobre a desconfiguração intestinal que tive ao acordar…
Depois que ela foi embora, fiquei a pensar sobre tal assunto.
Assim como deve ser entediante ser uma árvore, pior ainda deve ser a vida de um vaso sanitário.
Imagina… além de também ser entediante por ter que ficar trancado num ambiente só, com aqueles azulejos frios, tem que aguentar aquelas bundas de vários tipos sentando em você toda hora.
E pior ainda deve ser a vida dos vasos sanitários de banheiros públicos…
Aqueles, sem tampa, cuja a porta, que são sua única privacidade, são rabiscadas por recadinhos obscenos… isso quando ainda se tem o privilégio de ter uma porta.
Aí você ta lá quietinho, calmo… na sua, e de repente vem um ser com toda a boa vontade do mundo, e senta-se com todo o peso de sua bunda gorda em você, e em fração de segundos, ouve-se:
“ ROOOOOOOOOOOOOONNNNCCCC… ”
É aí que a lama se espalha!
São líquidos anais, orais, xixi… isso quando não resolvem te fazer de lixo também, jogando o papel sujo dentro de você, que acaba se entupindo todo… ou quando ainda acendem um palito de fósforo com a desculpa de que é para sair o mal cheiro.
Que desaforo!
Além de já feder à merda, fede-se também a pólvora…o que é uma química nada segura por sinal…
Fora que ainda tem que agüentar os roncos intestinais.
Sim, os peidos!
Credo!
Eu não serviria para esta vida não…
Viveria pedindo incessantemente para me banharem de um desinfetante floral bem cheiroso, ao invés de fósforo.
Mas enfim, alguém tem que desenvolver este papel na sociedade, não é mesmo?
E ainda bem que não sou eu!



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