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Eu queria que o céu fosse rosa, as árvores vermelhas e o chão azul.

Gostaria que quando a chuva chegasse, que trouxesse consigo, gotinhas coloridas para alegrar o dia.

E que flutuássemos ao sentirmos um cheirinho gostoso de comida no ar.

 

Queria também, ter um giz de lousa, que me permitisse abrir e fechar as portas que somente EU quiser entrar; pois muitas vezes, nós entramos em portas que não queremos, ou simplesmente não entramos naquelas que realmente queremos entrar.

 

Queria ter força na mão, para arrancar o teto com apenas um serrote fino nos meus dias mais implicantes.

 

E que por fim, eu pudesse me apagar nos meus dias tristes, para me redesenhar mais feliz!

Não é preguiça. É luta.

Eu tento acordar, mas parece que tem alguém ali dentro de mim que não deixa.

” Você que inventou a tristeza, ora por favor, tenha a fineza de desinventar”

{  Chico Buarque  }

..  

Toda mulher (solteira) pensa em se casar.

Se não pensa em casar, pensa pelo menos em se “juntar” com o amado.

 

O fato, é que a mulher passa metade de sua vida imaginando esse dia.

Se arrumando (física, emocional e psicologicamente), entrando na igreja com o pai, dizendo sim no altar, recebendo os convidados na festa, jogando o buquê, indo para a Lua-de-Mel, trabalhando, amando, mais tarde tendo filhos e etc…

 

Mas… e quando este dia está para chegar?

E quando o namoro, de repente vira noivado?

 

Aí, a mulherada engole a seco, mas diz um SIM de boca bem cheia, com as mãos trêmulas, os batimentos cardíacos a mil, e com olhos e alma mareados pela emoção.

 

 

Depois deste pedaço, a mulher parte para a etapa “to nas nuvens”.

“Ai , vou me casar! Ai que lindo! Ai…DESENCALHEI!  Ai, eu o amo tanto! AI, QUE TUUUDOOO!!”

Aí, liga pra Deus e o mundo para dar a notícia. E a felicidade é tanta, que nem existe mais lugar no rosto para um sorriso.

 

E finalmente, depois desta, vem a fase “Desespero”.

“Ai, mas será  que não me precipitei?

Não me imagino casada.

Vou sentir tanta saudade da minha cachorrinha.

Eu me acho tão infantil pra casar ainda…será que vai dar certo?

Será que ele me ama de verdade mesmo?

E se ele não me amar do jeito que eu o amo…ai meu Deus! Tô ferrada!

Putz! Será que vamos brigar muito?

Caramba! Sem contar que vou ter que cozinhar e lavar a louça todo dia.

Ai, acho melhor eu voltar atrás (sacanagem..rs), namorar mais um ano e meio…quem sabe dois…e depooois a gente se casa, e etc, etc, etc…

 

Mulher é bicho estranho mesmo, NE?

Eu admito  ¬¬

Nem casou ainda, e já está montando uma vida desastrosa.

 

Eu hein!

O problema, é que eu quero me jogar do abismo, tendo a certeza de que vou cair num colchão de ar.

É isso!

 

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Eles nunca moraram no meu corpo, e nunca estiveram adesivados à minha pele para saber quem realmente sou, o quero fazer, o que sinto ou deixo de sentir.

Sempre foi um pouco mais difícil para eles  compreenderem, mas não os culpo por pensar do jeito que penso; culpo a mim mesma por não deixar que me conheçam inteira, sem eira nem beira e nem sem barreira.

 

Fui eu que deixei a situação acontecer.

Não opinei quando quis dar opiniões,

Não cantei quando quis cantar, por medo das pessoas me acharem desafinada, semitonada.

Não dancei quando quis dançar, com receio de rirem do meu jeito desengonçado.

Não gritei quando as milhares de vozes acharam um jeito de escapar do ambiente acústico.

Não banquei a maluca, por medo de me acharam realmente uma maluca.

Não impus respeito, e perdi  o auto-respeito.

 

Não fiz, e não deixei de fazer nada do que eu queria por achar que a minha vontade, os meus desejos não eram importantes e nem suficientemente dignos de serem levados a sério.

 

Eu me violentei.

E carrego as marcas até hoje.

Pessoal,

 

Sei que desapareci por uns tempos, mas nunca esqueci ou deixei de pensar nesse cantinho que eu gosto tanto, e nem tampouco me esqueci de vocês.

Passei e ainda estou passando por algumas situações que hoje entendo que estão me tornando uma pessoa melhor, uma pessoa madura.

Estão a amadurecer a mente, o corpo, o coração, as idéias.

 

Tudo o que passamos ou deixamos de passar, tem algum significado, um objetivo na vida, e por menor que seja, um dia pode vir a se tornar a razão de nossas vidas, de nossa existência.

Esse processo, apesar de muito doloroso algumas vezes, é bom, é filosófico. Nos coloca para pensar, repensar, repensar e repensar quantas vezes forem necessárias, até chegarmos à nossa conclusão, que também pode estar errada, o que nos coloca novamente para pensar. Sempre.

 

A partir de hoje quero mudanças.

A primeira mudança por aqui, é a de que eu voltei, e tenho certeza de que isso vai me fazer bem, porque gosto da cartase escrita.

E a segunda, a de que vou trocar meu nome (só aqui), pelo nome de Vida.

VIDA, porque dá sempre a impressão de renascimento, de força e rejuvenescimento.

A vida sempre concebe novas situações, novos aprendizados.

E na minha vida, isto tem um enorme significado.

 

SERÁS VIDA, BEM-VINDA!

Sempre!

 

E que 2009 comece!

 

 

Os: não se assustem com o próximo post.

Foi o que eu senti, e não o que sinto.

 

Até breve!

=}

 

Ah, o Tico e o Teco falam demais sabe?
Reclamam demais, gesticulam demais, contam novidades até demais…
Pra eles, é tudo demais, tudo de mais, tudo mais e mais!

Relembram a infância, a doce e, ou amarga juventude, os passos do passado.
Conversam demais, se empolgam, se depreciam, brigam, se alegram, se apaixonam demais.
Relembram até do que aconteceu há cinco minutos atrás…

O Tico e o Teco, falam de suas alegrias, tristezas, das desavenças, pazes, dos casos e acasos, as conquitas, os foras, os amores possíveis, os (im)possíveis e também pensam apenas nas possibilidades, nas diferenças, indiferenças e reticências…

Escrevem sobre seus futuros… de como serão daqui a vinte, trinta, cinquenta anos!
Estarão casados? Bem empregados? Com filhos? Solteitos? Carecas ou cabeludos?
O que vocês acham?
Vamos, junte-se e pense com eles!!

Também escrevem sobre seus medos e sobre mais amores; afinal, para esses rapazes, falar de amor nunca é de mais, é sempre demais!!

Escrevem, descrevem, reescrevem, riscam, desenham, rabiscam em suas folhas de rascunhos imaginários…
Pensam, sonham, indagam, falam, gritam e principalmente vivem…
Vivem o passado, o presente, o outrora…
Assim como faço eu agora.

QUE DROGA!

Tudo por causa desse Tico… ,  desse Teco…
Esses caras me tiram o sono!

 

AAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!!!!!

 

...

A vontade é certa, eu sei.
É falar.
E falar é certo.
Pelo menos, é o que me parece.
Mas…
Cadê a coragem?

Isso só nos faz parecer certos fracassados.
É errado falar o certo?
Falar o certo, para a pessoa certa, na hora certa?

Acertaram!
Não é errado!

Errado é deixar o orgulho fazer o certo parecer errado, sendo que não é.
Errado seria falar certo na hora errada, ou…
Falar errado na hora certa.
E embora existisse uma razão… por mais ínfima que fosse,
Sempre haveria desavenças,
Pois o certo e o errado nunca se acertam!

Errado é o que faço.
Esconder-me num jogo de palavras que conjeturam o que é certo e o que é o errado.
Errado é se omitir, esconder-se atrás das letras como se fossem muralhas.
Que pode acontecer de tão horrendo?

Nada!
No mínimo ouvir a tristeza de um não, dito quase que muitas vezes gentilmente,
Ou surpreender-se com um sim indiferente
Só isso!
Não se morre, não se sofre.

Na verdade, até há sofrimento.
Sofrimento nas palavras certas que lhe parecem erradas.
Essa é a maior violência.

A violência que mora dentro das pessoas que deixam o orgulho ou o medo subirem ao pódio em seu lugar, carregando no rosto, o sorriso de vitória, e no pescoço a medalha de ouro reluzente que era pra ser sua. O que era certo.

Eu sou uma dessas pessoas,
E no meu caso, sinto medo.

Ter saído de um pouco mais de duzentos metros quadrados para apenas cinqüenta e um, tem sido realmente uma verdadeira lição…
Mas também tem sido uma experiência diferente, engraçada, edificante e cansativa…

É que para pessoas que tiveram sua infância, adolescência e juventude vividas numa casa, brincando com dois, três cachorros num imenso quintal, tem realmente uma certa dificuldade para lidar com esta situação…
Experiência própria!

De repente, tudo tornou-se muito estranho.
Tornou-se estranho, e muito estranho ter somente um cachorro,
Muito estranho estipular-se à fazer barulho,
Estranho não ouvir música no último volume, fazendo com que os vidros das janelas vibrem ao seu ritmo.
Tornou-se muito estranho não poder gargalhar alto de madrugada, ou não poder cantar mais alto ainda a sua música preferida com toda sua voz desafinada pela emoção… ou não!

Mais estranho ainda é viver em um “quase reality show”, onde há câmeras espalhadas por todos os lugares…nas portarias, nos blocos, escadas, elevadores, garagens…
Não duvidaria se me falassem que há uma câmera disfarçada de estrela de teto que brilha no escuro no meu quarto…. não duvidaria mesmo!

Mas enfim…
Tirando este meu lado pouco dramático de absurdificar as coisas, confesso que em parte também tenho gostado de viver “engaiolada”.

Conheci pessoas novas, e muitos (acreditem) muitos cachorros…tenho amizades caninas em quase todos os blocos do condomínio…
E coisas como: não ter que subir as ecadas a todo minuto, não limpar as necessidades fisiológicas de nossos cachorros, que faziam do quintal um campo minado, e não ter atender a porta toda hora lidando com as mais diferentes figuras como: vendedores de vassoura, alho, bichos de pelúcia gigantes, testemunhas de Jeová, monges e ciganas, tem sido uma verdadeira alegria!!

E por fim, uma coisa engraçada de se viver em apartamento, é ver como não se “gasta caloria” dentro dele…
Abre-se a porta de um quarto e vira à esquerda, encontra-se o banheiro.
Se vira à direita, outro quarto.
Dois passos à frente… a sala.
Mais dois passos à frente, com um à esquerda, a cozinha.
E aí “termina a casa”!

Não se anda muito, e se esbarra demais com os demais…
Mas estamos nos esforçando à aprender né…
Ces’t la vie! Fazer o quê?

.

.

Queridos!!
Quanta saudade!
Mas quanta saudade mesmo!
Peço-lhes perdão pelo sumiço…. mas desde a mudança fiquei sem internet, que graças a Deus voltou hoje de manha!  O/
Prometo que na próxima atualização não lhes trago algo tão: “Meu querido diário”, como hoje, Okeijo??

É que tanta coisa aconteceu, que não achei a ordem certa das palavras…

Beijos gigantes!
Que 2008, seja na vida de vocês, abençoado por Deus, e cheio de
Alegria, Felicidade, Honra e Regozijo!!!!

Acordei Bemol
Estava tudo Sustenido.
Sol fazia,
Só não fazia sentido

{.Paulo Leminski. }

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


 

Novembro 2009
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Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

"PRATRÁSMENTE..."

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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Alegria!



Vida!

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