A vontade é certa, eu sei.
É falar.
E falar é certo.
Pelo menos, é o que me parece.
Mas…
Cadê a coragem?

Isso só nos faz parecer certos fracassados.
É errado falar o certo?
Falar o certo, para a pessoa certa, na hora certa?

Acertaram!
Não é errado!

Errado é deixar o orgulho fazer o certo parecer errado, sendo que não é.
Errado seria falar certo na hora errada, ou…
Falar errado na hora certa.
E embora existisse uma razão… por mais ínfima que fosse,
Sempre haveria desavenças,
Pois o certo e o errado nunca se acertam!

Errado é o que faço.
Esconder-me num jogo de palavras que conjeturam o que é certo e o que é o errado.
Errado é se omitir, esconder-se atrás das letras como se fossem muralhas.
Que pode acontecer de tão horrendo?

Nada!
No mínimo ouvir a tristeza de um não, dito quase que muitas vezes gentilmente,
Ou surpreender-se com um sim indiferente
Só isso!
Não se morre, não se sofre.

Na verdade, até há sofrimento.
Sofrimento nas palavras certas que lhe parecem erradas.
Essa é a maior violência.

A violência que mora dentro das pessoas que deixam o orgulho ou o medo subirem ao pódio em seu lugar, carregando no rosto, o sorriso de vitória, e no pescoço a medalha de ouro reluzente que era pra ser sua. O que era certo.

Eu sou uma dessas pessoas,
E no meu caso, sinto medo.