A Lua chega,
O Sol acalma.

Um se veste do outro,
Com as mais cintilantes vestes.
Vestes compatíveis!

E assim permanecem…
Deleitados e reluzentes.

Então a Noite chega,
Tomando a Lua dos braços do Sol

Mas ela não quer pertencer à Noite.
E sim, à claridade do Dia.

A julgar a incompatibilidade com a sua natureza,
Segue caminhando ao lado da Noite,
Que a faz brilhar todos os dias
À seu modo.

Mas pobre Lua…
Impedida de se viver,
E de viver o Sol em si,

Fica sempre à espera
De mais uma tarde cintilante.

Sempre!