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Shake de cocô!

Nós já estávamos rindo a beça lembrando do jeito que a Sueli (moça que trabalhou conosco assim que chegamos aqui em São Paulo), fala “Self Service”.
Depois, entramos por acaso em uma comunidade do Orkut, e nos escangalhamos de rir até a barriga nos avisar que já era hora de parar.
E quando relembramos do que nos aconteceu, aí é que não paramos de nos escangalhar.

  • Nós:
    Eu e minha irmã.
  • O jeito que a Sueli fala “Self-Service”:
    SÉUFI SÉUFICE
  • A comunidade:
    Corrigindo palavras na rua.
  • O que nos aconteceu:
    Conto em breve.

O fato, é que me identifiquei e muito com o título da comunidade, porque eu também faço isso.
E faço devido à uma professora do colegial, que um belo dia resolveu nos passar um trabalho cuja tarefa, era: achar erros de português na rua.
Podia ser qualquer coisa… outdoor, lojas, anúncios e etc…
Infelizmente não me recordo dos erros encontrados naquele dia.
Só sei que me diverti fazendo o trabalho!

Mas antes que eu fuja do assunto…

Tinha um tópico nesta comunidade, cujo título era: Qual foi o pior erro que você já viu?
Olhamos por alto, e selecionamos alguns que fizeram as nossas vistas se embaçarem de tanta risada!

Alguns:

  • Ecitétaras = Etc…
  • Manicure do PÉ!
  • Vende-se trem pra preto.
    (O anúncio falava sobre a venda de um carro TEMPRA PRETO).
  • Cuidado: Cães antes-social.
  • Cortamos cabelo e pinto!!
  • RestauOranti serve serv-se
  • Lãrrauze
    (Lan House)
  • DON PLAY LIX HERE!!
    (Pasmem! A pessoa quis dizer: “Não jogue lixo aqui.” Imaginem um grindo passeando pela cidade)…
  • Vendessi acerrola.
    (Vende-se acerola).
  • Mãodecuri e pé-de-CURY!!!
  • Rumual Ékissa.
    (Rumo ao Hexa).
  • Vende-se fioti de pudo e pinchi.
    (Pudo: Poodle ;  Pinchi: Pinscher).

Mas com absoluta certeza, a grande vencedora foi:

  • VENDE FRANGO-SE

E as lágrimas rolaram, fato!

O que nos aconteceu:

Uma vez, no Mc Donald’s de um shopping qualquer, a mocinha veio anotar o me pedido enquanto eu aguardava na fila.

- Oi, posso anotar o seu pedido?
- Pode, eu quero um Milk shake de côco, por favor…
- Ok.

E me entregou o papelzinho que veio escrito:
1 Shake de cocô!

Comecei a rir por dentro.
Um pouco depois, no caixa:

- 3, 20
- Ok, tá aqui…
- … Ô moço, posso ficar com o papel?
- Mas por quê?
- Ah, é que eu quero guardar… de recordação sabe… só isso!

Comecei a rir desenfreadamente.
Ele pegou o papel, olhou o pedido, e disse pra menina:

- Ô Renaaata, nós não temos esse sabor aqui!
- E aí, quer trocar?
- Por favor!

Lógico que guardei o papel!

E naquele dia, o Mc Donald’s, se resumiu em risadas.

A reunião dos fatos foi o suficiente para desenvolver sérias crises de gargalhadas altíssimas sufocadas por travesseiros durante a madrugada, e uma insônia feliz…

E aí vem as lembranças dos erros vistos nas ruas, dos seus próprios, os dos outros… enfim, acontece né…

Afinal, Herrar é Umano!

Acordei Bemol
Estava tudo Sustenido.
Sol fazia,
Só não fazia sentido

{.Paulo Leminski. }

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


 

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Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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