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Agora de manhã, enquanto eu tomava o meu café com a Elílde, ela solta esta constatação:
” – Ah, eu não queria ser um vaso não! “
É que eu lhe explicava sobre a desconfiguração intestinal que tive ao acordar…
Depois que ela foi embora, fiquei a pensar sobre tal assunto.
Assim como deve ser entediante ser uma árvore, pior ainda deve ser a vida de um vaso sanitário.
Imagina… além de também ser entediante por ter que ficar trancado num ambiente só, com aqueles azulejos frios, tem que aguentar aquelas bundas de vários tipos sentando em você toda hora.
E pior ainda deve ser a vida dos vasos sanitários de banheiros públicos…
Aqueles, sem tampa, cuja a porta, que são sua única privacidade, são rabiscadas por recadinhos obscenos… isso quando ainda se tem o privilégio de ter uma porta.
Aí você ta lá quietinho, calmo… na sua, e de repente vem um ser com toda a boa vontade do mundo, e senta-se com todo o peso de sua bunda gorda em você, e em fração de segundos, ouve-se:
“ ROOOOOOOOOOOOOONNNNCCCC… ”
É aí que a lama se espalha!
São líquidos anais, orais, xixi… isso quando não resolvem te fazer de lixo também, jogando o papel sujo dentro de você, que acaba se entupindo todo… ou quando ainda acendem um palito de fósforo com a desculpa de que é para sair o mal cheiro.
Que desaforo!
Além de já feder à merda, fede-se também a pólvora…o que é uma química nada segura por sinal…
Fora que ainda tem que agüentar os roncos intestinais.
Sim, os peidos!
Credo!
Eu não serviria para esta vida não…
Viveria pedindo incessantemente para me banharem de um desinfetante floral bem cheiroso, ao invés de fósforo.
Mas enfim, alguém tem que desenvolver este papel na sociedade, não é mesmo?
E ainda bem que não sou eu!



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