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saco.jpg Feriadããããooo…OOOOPAAAA…QUE BELEZA!

O povo acordando tarde,  tomando o café-da-manhã ao meio dia, almoçando às quatro, todos de pijama ainda…alguns de ressaca, outros de preguiça…enfim!

Eu acordei cedo, e meu período matinal foi meio dolorido, literalmente falando… o dia ensolaradíssimo, e eu morrendo de frio, com uma cólica daqueeeelas, e uma dor de cabeça insuportável… Resultado: Acordei pronta pra dormir…me deitei de novo e apaguei…quando acordei já era por volta de meio dia e quinze. Desse horário então, vou direto para três e meia quando o meu pai, depois de um árduo trabalho de desnudar  o jardim, entra na sala e diz:

- E aí, vamos lá resolver  parada dos aparelhos?

- Ai, vamos né…

Tomamos aquele banho gostoso, e seguimos então pra o shopping Ibirapuera…

Chegando ao ponto de ônibus,  aquele calor, aquela demora, e nada! Cerca de quarenta minutos depois, o ônibus chega…cheio, mas cheeeiooo…eu pensava: “Nossa…isso era realmente tudo o que estava precisando hein… um calor desses, dor de cabeça, cólica, ônibus cheio… cheeio de calor humano, e aquele balanço feito única e exclusivamente para os nossos órgãos dançarem balé contemporâneo dentro de nós… Perfeeito!! O/ brigada Deeeuusss!!!” O/

Pois bem…não tínhamos opções de sentar, encostar, ou até mesmo de ficar em pé decentemente… a única opção era segurar naquela barra, que por sinal eu detesto. As pessoas são cruéis! Ninguém tem a gentileza de inventar nada prático para mulheres pequeninas…tudo bem que tem o salto né, mas tem mulheres que como eu por exemplo,  até gostam de salto em algumas ocasiões, mas diariamente…TSC TSC…NO WAY! Poxa…não custa nada colocar uma barra dupla nos meios de transportes…com certeza facilitariam a nossa vida! Aah, desabafei! Sempre quis falar isso!

Mas então, vamos que vamos… e fomos! Fomos para o pior lugar do ônibus, onde os raios ultra-violetas ultrapassavam os vidros em nossa direção, nos cegando a retina, pois tínhamos esquecido os benditos óculos-de-sol em casa, as pessoas grudadas umas nas outras, e aquele balancinho agradável, que me fez lembrar de uma música do Vanderlee, na qual o seu refrão diz:

“No balanço do balaio saculejo, saculejo, saculejo, aí me dá um sooonooo”

Só que no nosso caso, não podíamos sonhar com o sono, mas nem de olho aberto… Primeiro, porque eu estava com uma mão naquela famosa barra que já foi citada aqui, a outra num banco que estava solto…a cada tranco do ônibus, a cada parada, o banco se mexia…e mexia forte, a medida que ia tentando me equilibrar, e que o banco dançava, a senhora sentada no mesmo, me fuzilava com o olhar…[medo].  Segundo, porque estava sendo esmagada por uma mochila à la “entregador de pizza”…siim, daquelas quadradas mesmo…o ônibus cheeio, e o cara na maior cara-de-pau lá facilitando a passagem das pessoas com sua mochilinha. E terceiro, porque tinha um indivíduo dentro daquele ônibus, que estava fazendo questão de mostrar que tinha um celular que toca mp3, e resolveu então mostrar o seu super repertório, no qual se baseava em música black (até que algumas eram boas), e funk… funk à la pancadão!!

Uma música em especial ficou gravada em minha memória pois além de se repetir por muitas e muitas vezes, e aquela pessooa falar que o refrão era sua parte preferida toda hora, a sua letra era algo extremamente construtivo e poético, dá até pra transformar em poesia e recitá-la em grandes teatros!! Eis o refrão: “PEGA LÁ, PEGA LÁ, PEGA LÁ, PEGA LÁ, PEGA LÁ, LÁ LÁ…”

Aaaahh…Eufonia pra os meus ouvidos!!

Eu estava quase indo lá, jogar lá, o celular dele lá, pela janela lá, e mandá-lo lá, pegar lá…lá lá… coisa chata pô!

Enfim…chegamos ao Shopping, e quando descemos do ônibus, minha maior vontade era a de engolir todo o ar possível naquele local, mas se fizesse isso, de certa ia parar no hospital com uma crise feia de asma, então deixei pra lá, e ao invés de engolir ares, seguimos direto ao balcão de informações, e com o maior sorriso no rosto, falamos:

- Olá! Boa tade…tudo bem querida?

-Boa tarde, tudo bem sim!

- Por acaso aqui tem alguma Saraiva?

- Ah, tem sim… dois pisos acima, nessa mesma direção…

-Glória a Deeeuusss! Obrigada hein…

- De nada!

Chegando lá… aquele letreiro bem grande escrito SARAIVA , reluzia que nem ouro aos meus olhos… acho que nunca fiquei tão feliz de entrar nessa bendita livraria antes… Passada a felicidade, seguimos procurando uma pessoa para nos atender…eis que aparece Thiago, um menino bonzinho, simpáático, educado, atencioso… e então, começamos a explicar a grande salada de frutas com leite condensado para o rapaz, coitado!

- Oi Thiago…então, é assim ó: compramos três aparelhos de mp3 por internet, só que acontece que… patati patatá …patatá patati …assim, assado, assaso assim…é, pois é, huumm entendi, ahn mas e aí…dá pra trocar? Tem como resolver?

-Tem sim, perfeitamente…vamos trocar…vocês querem o mesmo modelo que esse?

- Ah não, não…queremos um mais resistente…

- Ok…olha, tem esse da Airis, que a qualidade é bem melhor…

[ Depois de um tempo de avaliação ]

-Ok, pode ser…

-Certo, então podem aguardar aqui que vou lá no estoque pegar a mercadoria…

E aguardamos…. enquanto aguardávamos, nosso coração se encheu de alegria, e comentávamos entre nós: [ "- Poxa, que legal, que pessoal educado esse...outro nível, pô, que bom que não deu zica pra trocar né?" ]…

Eis que nosso amigo volta… Volta de mãos abanando e nos diz:

- Poxa pessoal, fui verificar no estoque, e não temos mais esse modelo…acabou!

Murchamos na hora, mas depois de conversar muito atrás de uma solução, Thiago ligou para a loja do Morumbi, e pediu para que um tal de Felipe reservasse os aparelhos… Tínhamos como opção, sair dali e ir pro Morumba, ou pegar uns dias depois no Ibira mesmo… Depois de muuito pensar, resolvemos então, que ao sair dali, nosso destino seria: Shopping Morumbi!!

- Mas vem cá… como fazemos pra ir direto daqui pro Morumbi?

- Ah, então…em frente ao shopping, tem duas plataformas… vocês vão pegar o ônibus “Terminal Santo Amaro 51/54″, na plataforma da direita…

- Ok! Valeu então “bróder”!

- De nada! Tchau tchau!

E seguimos para a plataforma direita…

Continua…

Acordei Bemol
Estava tudo Sustenido.
Sol fazia,
Só não fazia sentido

{.Paulo Leminski. }

Sintaxe à vontade

"Todo sujeito é livre para conjugar o verbo que quiser.
Todo verbo é livre para ser direto ou indireto.
Nenhum predicado será prejudicado;
Nem tampouco a vírgula, a crase, nem a frase, e nem o ponto final!
Afinal, a má gramática da vida nos opõem entre pausas, entre vírgulas; e estar entre vírgulas é aposto.
E eu aposto o oposto que vou cativar a todos, sendo apenas um sujeito simples!"


 

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Sobre a Leitura



"Deve-se ler pouco e reler muito.
Há uns poucos livros totais, três ou quatro, que nos salvam ou que nos perdem.
É preciso relê-los, sempre e sempre, com obtusa pertinácia. E, no entanto, o leitor se desgasta, se esvai, em milhares de livros mais áridos do que três desertos."

Nelson Rodrigues


"Apenas se deveriam ler os livros que nos picam e que nos mordem.
Se o livro que lemos não nos desperta como um murro no crânio, para quê lê-lo?

Franz Kafka.
SOBRE A ESCRITA...

"O que é que eu posso escrever? Como recomeçar a anotar frases? A palavra é o meu meio de comunicação. Eu só poderia amá-la!"


"Devemos modelar nossas palavras até se tornarem o mais fino invólucro dos nossos pensamentos.
Sempre achei que o traço de um escultor é identificável por uma extrema simplicidade de linhas.
Todas as palavras que digo - é por esconderem outras palavras."


"Escrevo porque encontro nisso um prazer que não consigo traduzir
Não sou pretenciosa.
Escrevo para mim, para que eu sinta a minha alma falando e cantando, às vezes chorando "...


"A palavra é minha quarta dimensão.
[...] escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é a palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca - alguma coisa se escreveu."


"Eu só escrevo quando eu quero. Sou uma amadora, e faço questão de continuar a ser amadora.
Profissional, é aquele que tem uma obrigação consigo mesmo de escrever, ou então em relação ao outro.
Agora eu faço questão de não ser profissional, para manter a minha liberdade"

Clarice Lispector

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"É somente pelo amaciamento e disfarce da carne morta através do preparo culinário, que ela é tornada susceptível de mastigação ou digestão; e que a visão de seus sucos sangrentos e horror puro, não criam um desgosto e abominação intoleráveis."

Percy Bysshe Shelley.

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